A importância da família no desenvolvimento educacional das crianças
Enviada em 24/08/2021
Em âmbito nacional, muitas perspectivas paradoxais têm sido defendidas acerca dos desafios de se proteger a família brasileira. Nesse viés, enquanto o senso comum se limita a apontar responsáveis e exigir mudanças, teóricos das ciências sociais atestam a urgência de posturas coesas e socialmente mais engajadas com a manutenção da estruturação familiar. De fato, é preciso enfatizar a canção “Que País é Esse”, de Renato Russo, é atemporal por salientar a morosidade do povo brasileiro em contribuir para a formação de uma sociedade saudável e prudente.
De início, faz-se imprescindível avaliar práticas e ideologias em torno da relevância social da família para um indivíduo em desenvolvimento. Nessa direção, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as taxas de gravidez na adolescência estão cada vez maiores no Brasil, esse, entre outros fatores, é um dos principais responsáveis pelo processo de desestruturação da família brasileira, que por falta de instrução familiar e informação tem de lidar com a maternidade prematura, e com isso tornando pais pessoas que ainda não tem capacidade e amadurecimento para lidarem com o processo de formação familiar. Por certo, deve-se admitir a superficialidade e a pouca eficiência de iniciativas como peças publicitárias e informativas que, apesar de relevantes, não conseguem incitar posturas proativas contra a maternidade precoce.
Além disso, mais do que exigir iniciativas exclusivas de alguns setores, a manutenção das relações familiares requerem a ênfase e como a tecnologia afetou essas ligações. Nesse sentido, o isolamento tecnológico criado nas residências pelos aparelhos digitais, dificultam cada vez mais a criação de vínculos parentais dentro das casas brasileiras. Por certo, é preciso priorizar a efetivação de medidas voltadas à a conscientização e participação ativa dos pais no processo de formação de um cidadão.
Em suma, considerando a abrangência dessa discussão, torna-se imperativa a interação de múltiplos agentes. Portanto, através da efetivação de um currículo sociológico em todos os níveis do ensino, o setor educacional, deve atuar na conscientização e debate de temas como: gravidez precoce e a importância da participação familiar na fase infantojuvenil, como forma de instigar maior lucidez, maior coerência atitudinal e comprometimento com a proteção da família brasileira.