A importância da família no desenvolvimento educacional das crianças

Enviada em 17/11/2021

No filme “Mogli - o menino lobo”, é retratada a história de um menino que após ter sua vida ameaçada por um tigre é salvo e criado por uma alcateia. Nesse contexto, o filme aborda como a criação por lobos influencia no comportamento de Mogli. Analogamente, na realidade brasileira os baixos níveis de participação familiar na vida escolar das crianças resulta, muitas vezes, em diversos problemas sociais. Deve-se isto ao fato da família ser a primeira e principal influência no desenvolvimento de um indivíduo. Nesse sentido, convém analisar as soluções para esse impasse.

Em primeiro plano, salienta-se a falta de participação efetiva da família na educação. Segundo o médico Sigmund Freud, criador da psicanálise, o grupo familiar de uma pessoa interfere diretamente na formação da sua psique e em sua identidade, iniciando esse processo desde a infância. Consoantemente com o exposto no filme “Mogli - o menino lobo” que acaba por agir e acreditar ser um lobo, a visão de Freud destaca a necessidade da participação da família em todos os âmbitos da vida e formação do cidadão, em especial na conformação acadêmica, que de acordo com os pensamentos do educador Paulo Freire, é o único instrumento capaz de mudar a sociedade. Desta forma, evidencia-se a essencialidade de tal colaboração.

Outrossim, é importante destacar a organização parental como primeira e principal influenciadora na formação de caráter pessoal. Em conformidade com o escrito na Constituição Federal brasileira, a educação é o primeiro dever da família, seguido do Estado. Dessa maneira, analisa-se os ideais do filósofo John Locke como fundamento referência para o exposto, segundo Locke o ser humano nasce como uma tela em branco preenchida por experiências e influências, que por sua vez são imprescindivelmente moldadas pela escola e pela família. Dessarte, destacando a parceria familiar e escolar na estruturação de um cidadão.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para que haja uma maior participação familiar na vida acadêmica das crianças, urge que o Ministério da Educação crie projetos regulamentados de união entre família, alunos e escola, por meio de reuniões presenciais mensais que discutam individualmente o desenvolvimento de cada aluno, além do reforço das já existentes reuniões gerais trimestrais de pais. Ademais, é necessário a promoção da conscientização sobre tal assunto, realizando propagandas em folhetos, televisão e redes sociais, que chamem a família para o acompanhamento da vida escolar de seus filhos. Somente assim, será possível promover efetivamente o estreitamento dos laços entre grupo familiar e instituição de ensino, que são pilares bases da criação de um ser.