A importância da família no desenvolvimento educacional das crianças
Enviada em 08/06/2022
Para o pedagogo Paulo Freire, a educação está diretamente ligada ao afeto. Com isso, o bom desenvolvimento educacional das crianças é atrelado à uma estrutura familiar sólida, que, infelizmente, na sociedade contemporânea é deficitária. Nesse sentido, cabe analisar a origem da carência familiar frente à educação infantil, bem como as consequências dessa negligência, a fim de entender e sanar o problema.
Nessa linha de raciocínio, é preciso, primordialmente, encarar o ponto de partida do descaso familiar no desenvolvimento educacional infantil. De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, em seu livro “Modernidade líquida”, as relações contemporâneas são frágeis, sustentada por laços superficiais e pouco intensos. Sob essa perspectiva, seja pela correria do dia a dia ou pela falta de informação sobre a importância da família na educação das crianças, muitos responsáveis, embora forneçam as condições financeiras para uma boa educação, não fornecem o afeto tão necessário para a plena socialização. Logo, de maneira inconsequênte, esses pais depositam apenas na escola o função de educar desenvolver a criança
Dessa maneira, quando a base familiar é deficitária, as consequências são inevitáveis. Segundo a filósofa Hannah Arendt, em sua obra “Banalidade do mal”, o pior mal é aquele visto como corriqueiro e cotidiano. Assim, a criança que não é incentivada e estimulada em casa, pode desenvolver problemas com timidez, autoestima e depressão, em virtude da ausência familiar. Com isso, o desenvolvimento educacional é afetado, são comuns cenários como: baixo desempenho acadêmico, repetência ou até mesmo evasão escolar por parte desses jovens.
Portanto, urge que as escolas, com auxílio de psicólogos, conversem com os alunos sobre a participação e atividade parental no âmbito escolar, de modo a identificar os alunos que sofrem com a ausência familiar e entrar em contato diretamente com esses responsáveis para debater sobre a importância de um bom relacionamento para o desenvolvimento infantil, de modo a mitigar essa problemática. Para que, feito isso, a máxima supracitada do pedagogo Paulo Freire seja plenamente exercida.