A importância da família no desenvolvimento educacional das crianças
Enviada em 06/07/2022
A Revolução Informacional intensificou o processo de Globalização, facilitando a comunicação entre as pessoas. No entanto, essa agilidade na integração social não foi traduzida de maneira positiva na relação familiar, visto que os pais estão deixando de ter um papel ativo na formação educacional dos seus filhos para atender as novas necessidades do século XXI. Com efeito, a solução dos problemas pressupõe que se combata não só a invisibilidade dessas crianças, mas também a omissão do Estado.
Primordialmente, é fulcral pontuar que a ausência dos pais no cotidiano escolar das crianças fragiliza a dignidade humana desses jovens. Nesse sentido, a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas - assegura que todos os indivíduos fazem jus a direitos básicos, a exemplo da educação de qualidade. Ocorre que, no Brasil, a juventude está distante de vivenciar o benefício previsto pela ONU, sobretudo por conta da falta de interesse dos responsáveis por esses menores na trajetória estudantil desses. Esse desinteresse é causado principalmente pela internet, na qual os pais preferem passar seu tempo livre em vez de ficar com seus filhos. Isso, por consequência, é responsável pela perca da motivação nos estudos, acarretando a evasão escolar. Assim, se essas crianças continuarem a ser tratadas como invisíveis, os direitos firmados em 1948 permaneceração como privilégios.
Ademais, a inércia estatal inviabiliza o combate da problemática exposta. A esse respeito, o filósofo inglês John Locke desenvolveu o conceito de “Contrato Social”, a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado, que, por sua vez, garantiria direitos inalienáveis à população. Contudo, a ineficiência no combate à evasão escolar evidencia que o Poder Público se mostra incapaz de cumprir o contrato de Locke, na medida em que não ocorre o direcionamento de verbas para campanhas de conscientização que demonstrem a importância de um papel ativo - como o simples ato de perguntar o que foi aprendido no dia - para a manutenção da motivação nos estudos.