A importância da filantropia para as transformações sociais
Enviada em 04/07/2024
É natural que as pessoas, em face do aumento vultoso de seu capital, passem a se preocupar com causas sociais . É o caso de Bill Gates, bilionário que financia projetos globais que melhoram seus entornos. Entretanto, nem só com dinheiro se serve à comunidade, mas também com trabalho voluntário. De uma forma ou de outra, seria benéfico o crescimento dessa inclinação à partilha, uma vez que a filantropia oferece oportunidades de acesso a bens e serviços que nem sempre o Estado está disposto a ceder, apesar de ser uma atitude de que poucos são adeptos no Brasil.
A princípio, descata-se que ser filantropo é fator que leva à democratização de acesso a bens e serviços à comunidade. A exemplo disso, toma-se a atuação do Instituto Moreira Salles, que continuamente contribui, no Brasil, com a pesquisa científica e a criação de acervos culturais na web, serviço enriquecedor no sentido humano e favorecedor da redistribuição de riqueza na população. Paralelo a isso, são também as ONGs (Organizações Não Governametais) materialização da oferta de serviço despretensiosa de retorno pecuniário, crucial em setores vulneráveis.
Contudo, constata-se no Brasil que é mirrada a participação filantrópica em atividades de interesse social dos indivíduos. Tal se dá pela cultura de eterno apoio em intervenções estatais que aqui impera, a qual impede o nascimento de ações populares na resolução de imbróglios comunitários, onde o Estado não precisaria ter sido a parte maior. Exemplo disso seria, por exemplo, a criação de uma cozinha comunitária gerida pelos moradores de uma localidade, na qual as refeições seriam doadas pelos próprios moradores e destinadas ao pessoal mais necessitado do lugar.
Em vista disso, conclui-se que deve partir do indivíduo (ou da corporação, se for o caso) a atitude filantrópica, sem desejo de recompensa. Entretanto, dado que uma cultura muda a passo lento, sugere-se que o Estado possa, ao menos de início, criar um sistema de reconhecimento de pessoas que foram parte de projetos sociais voluntários, dando-lhes vantagens no momento de ingresso em faculdade e emprego. Essa medida seria especialmente interessante às pessoas físicas, um primeiro impulso no caminho de uma conduta social mais humanitária.