A importância da filantropia para as transformações sociais

Enviada em 22/08/2024

Muito se discute acerca da meritocracia no Brasil, tendo essa questão um grande número de adeptos. No entanto, cai por terra todo argumento a favor da meritocracia diante, por exemplo, de uma catástrofe ambiental. Assim sendo, percebe-se que a vida de uma pessoa não está totalmente sob o seu domínio. Primeiramente, há diversas circunstâncias que podem limitar a vida de uma pessoa, como opressões econômicas, políticas e sociais, que muitas vezes tornam-se invencíveis, relegando-a à estagnação social. Em resumo, torna-se imprecindível a prática da filantropia e a sua promoção.

Segundo o reconhecido jornal americano The News York Times, houve no Brasil o maior escândalo de corrupção da história do mundo, cuja veio a público no ano de 2014 e foi apelidado de “petrolão”. Portanto, em um país assim, em que os índices de corrupção política atingem níveis estratosféricos, é uma falácia argumentar a favor da meritocracia. Indubitavelmente, esse nível de corrupção se alastra por toda a sociedade, causando pobreza, miséria, falta de saneamento básico, evasão escolar (pois os jovens precisam interromper os estudos para ir trabalhar), falta de equipamentos essenciais em hospitais, enfim, uma séria de consequências que limitam e impedem a evolução social. Assim, percebe-se a importância dos filantropos para reduzir desigualdades sociais e garantir o mínimo de ascensão social aos principais atingidos pela corrupção política.

Além disso, historicamente, o povo brasileiro passou por diversas crises econômicas, geradas também por péssimas gestões políticas e pelo protecionismo dado pelos governos aos grandes empresários, como aconteceu na política do café com leite, na República Velha (1889-1930). Dessa forma, a população nacional foi oprimida e obrigada a lutar apenas para satisfazer suas necessidades básicas, como ter uma moradia e alimentação.

Nota-se, portanto, a extrema importância da filantropia para promover o bem-estar de uma população oprimida como a brasileira. Assim, deve a mídia, em parceria com filantropos, promover as ações de filantropia e estigar na população o sentimento de empatia e generosidade, por meio de divulgações em jornais, revistas e televisão. Ademais, as plataformas de mídia devem dar amplo espaço para os filantropos para que escrevam artigos e, assim, a sociedade em geral absorva a cultura da filantropia. Desta forma, a ascenção social se tornará uma realidade e deixará de ser apenas um ideal.