A importância da filantropia para as transformações sociais

Enviada em 27/10/2024

No período histórico da Pandemia do Covid-19, foi notório um crescimento exponencial de doações e investimentos para instituições filantrópicas, como forma de atenuar as calamidades vigentes. Em relação ao contexto hodierno, mostra-se como de extrema importância a atuação dessas organizações, já que almejam comportamentos centrados na justiça social. Diante disso, é necessário que haja uma explanação em relação ao suporte que é oferecido em locais não acessados pelo Estado e a consolidação dos direitos já garantidos pela Constituição de 1988.

Convém relembrar que, sob a ótica social, essas práticas humanistas são essenciais na retirada de coletivos de quadros de insegurança alimentar e inviabilidade à saúde. Por isso, há um reconhecimento populacional dos serviços prestados por essas ONG ’s, pois aumentam a acessibilidade de parte indigente da sociedade à elementos básicos não prestados pelo Governo. Sob esse viés, cabe citar o filme “Somos todos iguais”, que narra a história de um casal que realiza trabalho voluntário, transformando assim a vida de um mendigo alcoólatra e violento. Desse modo, é visível o suporte que é prestado àqueles em contexto de desamparo, corroborando assim, para um suporte destinado aos invisibilizados.

Outrossim, é válido ressaltar que outro fator que destaca a importância desses trabalhos é a efetivação de direitos sociais que na prática não são aplicados na íntegra, precisando assim de uma força externa. Sob esse prisma, é válido referenciar o Sociólogo Gilberto Dimenstein que categoriza o Brasil como um país altamente burocrático em que as leis não saem do papel, dificultando os serviços de assistência humana. Constata-se,pois, que o fortalecimento prestado pela filantropia é uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento civil, já que esforça-se para reparar as mazelas humanitárias.

Em síntese, configura-se como essencial a permanência e ampliação desses projetos no que tange a diminuição dos abismos da desigualdade. Logo, cabe ao Governo Federal, como agente resolutor máximo, aliado às instituições privadas, a ampliação das verbas destinadas a ela,por meio do aumento de doações, para que contemple os mais desprotegidos, trazendo-os esperança.