A importância da filantropia para as transformações sociais

Enviada em 05/04/2025

São Tomás de Aquino, renomado filosófo, afirmou ´´O desordenado amor por si mesmo é a causa de todos os pecados´´. Em consonância a esse pensamento, vê-se a filantropia como um contraponto a essa ideia, já que a mesma define-se como o ato de ajudar a humanidade, de cidadão para cidadão.Assim, essa prática tem uma importância essencial na sociedade,porém,o presente egoísmo e a falta da cultura de doar atrasam sua evolução.

Em primeira ánalise,é válido mencionar que a ação de doar-se para o outro em trabalhos voluntários e educativos, mesmo sem ou com contribuições monetárias desempenham fortes impactos sociais. No entanto, na contemporaniedade, o forte individualismo contemporâneo inibe a ação humanitária, comprova-se isso na obra ´´Modernidade Líquida´´ de Bauman.Esta defende que a frieza e o interesse definem as relações humanas pós-moderna.Nesse sentido, nota-se que os valores como empatia e solidariedade vêm se dissipando, infelizmente, e poucas pessoas reconhecem que o mínimo de contribuição pode transformar a vida do outro.

Nesse raciocínio, as transformações sociais que a filantropia pode ocasionar deriva de uma contribuição de todos os cidadãos, e essa prática está íntrinseca aos hábitos de uma nação. Segundo a antropologia,os comportamentos humanos, como os de não se interessar ou duvidar das ações filantrópicas, podem ser compreendidos a partir das influências culturais, econômicas e familiares que moldam as escolhas dos indíviduos.Dessa maneira, a cultura do Brasil, por exemplo apresenta uma carência nesse aspecto, já que a maioria desconhece de organizações ou ongs que possam contribuir.

Infere-se, portanto, a necessidade de reverter os problemas presentes. Para isso é necessário que o Ministério da Cultura, Órgão responsável por planejar e

executar as políticas de artes e cultura, divulgue, através das mídias sociais, a importância de ações mais solidárias e empáticas. Soma-se a isso, a relevância de palestras educativas, por meio de debates, nas escolas privadas e públicas, por meio de incetivo do próprio Ministério da Educação. Com o objetivo de aumentar o número de cidadãos filantrópicos e logo obter um mundo mais empático.