A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 12/11/2020
No livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, é retratado a vida miserável de uma família no sertão nordestino. Um dos personagens, “Fabiano”, é um homem rude, que por não frequentar a escola, não possui o dom com as palavras, o que faz ele admirar as pessoas que possuem esse dom. Nesse sentido, a narrativa foca na dificuldade apresentada pelo retirante de se comunicar com o mundo. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pelo autor brasileiro se aplica ao mundo real, isso deve-se, à falta da importância da literacia no Brasil.
Em primeiro lugar, o Doutor Dráuzio Varela afirma, que o ato de ler estimula diversas áreas do cérebro humano. Entretanto, os avanços tecnológicos presentes no século XXI, com os inúmeros aplicativos interativos, criados propositalmente para “prender” a atenção das crianças que já nascem nessa era digital, acabam por remover o interesse delas pela leitura, consequentemente atrapalhando desde cedo a criar o hábito de ler um livro.
Por conseguinte, o filósofo Immanuel Kant cita, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, logo na própria história do mundo é registrada hoje pelos escritos, e devido ao poder de decifra-los e compreende-los, que consequentemente entendemos nossos processos históricos, além da nossa cultura, e vivências antepassadas. Sem a leitura não entenderíamos o real sentido das coisas.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Urge que o Ministério da Educação (MEC) junto com a mídia crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias explicando o valor da literatura na infância, para que os pais junto às escolas deem todo apoio as crianças nessa fase, auxiliando no crescimento intelectual e resultando em um bom desempenho escolar e familiar. Tais medidas visam combater o impasse de forma precisa e democrática.