A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 12/11/2020
Conforme Aristóteles - filósofo grego - sem cultura e sabedoria, nada separa os humanos dos animais. Similarmente, é explícito a importância do conhecimento, principalmente literário, para construir uma sociedade plena. Contudo, ainda há entraves para que esse modelo seja alcançado, desde má democratização do acesso aos livros até a falta de instrução dos pais. Sob tal ótica, faz-se necessária uma interferência que vise resolver esses obstáculos do povo brasileiro.
Em primeiro lugar, vale pontuar que o atual ministro da economia Paulo Guedes propôs, em 2020, a implementação de impostos sobre os livros. Dessa forma, fica evidente o objetivo de elitização dessas obras, favorecendo os mais abastados e excluindo os pobres. Portanto, é inquestionável uma negligência e um descaso estatal em relação à aproximação desse conhecimento. Dessa forma, fica claro a dificuldade de acesso a literatura no Brasil, sobretudo dos mais carentes.
Em segundo lugar, é evidente a quantidade de crianças que passam horas do dia no celular, mas nunca pegaram num livro. Sob tal análise, é incontestável o desleixo dos pais. A médica Samia Marsili registra em seu Instagram, a criação de seus 6 filhos pequenos, onde o maior método de aprendizado são os livros. Desse modo, fica indubitável a inteligência daqueles meninos, comparando-se aos que não leem e trocam a tecnologia por fonte de conhecimento, sobretudo na infância.
Portanto, mostra-se a importância de obras literárias para alcançar uma cidadania plena. Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação e Cultura promover mais bibliotecas públicas, primordialmente em áreas periféricas, a fim de distribuir conhecimento para a população e assim, evitar uma geração de pobres de conhecimento. Desse modo, o povo brasileiro poderá se diferenciar dos animais, assim como Aristóteles disse.