A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 13/11/2020

Consoante ao livro “A menina que roubava livros”, retrata a história de uma garota, natural da Alemanha no período Nazista, que foi alfabetizada fora do ambiente escolar com o apoio dos livros e do seu pai. Nesse sentido, essa obra ressalta a importância da literacia familiar. Contudo, atualmente, no Brasil, ainda é um desafio a prática da leitura. Diante disso, deve-se analisar a falta de projetos pedagógicos que motivem os discentes a terem o hábito de lerem regularmente e a ausência de políticas governamentais para a inclusão dos indivíduos comuns na literacia

Primeiramente, a falta de projetos pedagógicos que motivem os discentes a terem o hábito de lerem regularmente é uma problemática. Isso porque, o modelo pedagógico prioriza ensinar apenas matérias cobradas em provas, ou seja, a função de estabelecer debates com a participação da família, no intuito de construir, desde o nascimento do indivíduo, uma cultura social que possui interesse por obras literárias, geralmente, está escassa no trabalho do professor. Nessa lógica, com base no filósofo Habermas, qualquer problema é solucionável com a presença do diálogo. Por isso, é fundamental que os pais, quanto as instituições de ensino ressaltem a importância da leitura no desenvolvimento intelectual do jovem, a exemplo da história fictícia na obra citada.

Em segundo lugar, a ausência de políticas governamentais para a inclusão dos indivíduos comuns na literacia é um problema no país. De acordo com o site G1, a cerca de 60% do tecido social não possui condição financeira para comprar um livro. Nesse viés, nota-se que desde o período Colonial no século XV, a sociedade brasileira ainda é muito elitizada, visto que o Governo Federal atribui altas taxas sobre o livro. Em consequência dessa falta de acessibilidade, os familiares, sobretudo de vulnerabilidade socioeconômica, não possuem condições de desenvolver uma relação voltada para a leitura com os filhos. Logo, é preciso que o Estado priorize a construção de bibliotecas comunitárias - unidades de compartilhamento de obras sem fins lucrativos - em áreas periféricas.

Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para reverter esse cenário. Portanto, o Governo Federal deve construir bibliotecas comunitárias, por meio da arrecadação de impostos como o IPTU,  a fim de promover a democratização da leitura, uma vez que, a população poderá contribuir com a doação ou troca de livros. Além disso, as escolas, adjunto com as famílias, devem promover debates para exaltar a importância do hábito de ler no desenvolvimento do senso crítico. Sendo assim, é possível que no futuro os pais incluem a leitura conjunta na educação dos filhos.