A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 17/11/2020

A Europa renascentista foi pioneira para o desenvolvimento da literacia com a criação da imprensa, onde tal utopia é ausente no Brasil. Nessa perspectiva, quando o filósofo Paulo Freire cita a ausência da educação é sinônimo para o não desenvolvimento social, levanta afirmações do porque tais práticas são exclusas no cotidiano brasileiro quando a visão perante o hábito de leitura entre país e filhos são quase exclusos dentro da família. Deste modo, evidencia a negligência do Estado em promover uma distribuição com equidade, onde o viés principal é a visão da educação familiar como meios para o desenvolvimento.

A herança deixada pelo Brasil colonial se caracteriza pela exploração e privilégios a elite, onde à leitura era sinônimo de poder. Nesta perspectiva, o que reverbera na atualidade é a demanda exaustiva a classe baixa em ter que promover o sustento da família, deixando de lado a prática da literacia. Não tem como ter leitores quando o meio é marcado por desigualdade social, levando isso aos pontos periféricos, quanto maior for a ausência de saneamento básico e empregabilidade, mais exclusa se torna a visão de promover mudança de vida através da leitura. Não tem como pensar em ler quando o principal assunto é sobreviver.

Outrossim, segundo a pesquisa do Pisa, o Brasil levará 250 anos para chegar no nível de leitores dos países desenvolvidos, nesse interim, se o Estado não promover políticas públicas que facilite o acesso a tal, causará um retrocesso ainda maior no país. Levando em consideração que a literacia trás a criança uma visão mais criativa do mundo, e alinhar a leitura com contos voltados para conhecimentos gerais, promoverá um futuro cidadão ditador dos seus direito e responsável com seus deveres.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabendo ao PNE, Plano Nacional de Alfabetização aplicar em todas as secretarias municipais e estaduais de educação o plano de ler e desenvolver textos para o ganho de prêmios como bolsas estudantis e a aplicação obrigatória de bibliotecas públicas municipais, começando assim a equidade social.