A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 13/11/2020

No livro " A menina que roubava livros", o autor relata a história de Liesel, uma menina que mesmo passando por vários problemas pessoais e sociais não deixou de cultivar o hábito da leitura. No entanto, nota - se que a obra diverge da atualidade brasileira, no momento em que a leitura não faz parte do cotidiano das crianças. Assim, a falta de incentivo e a exposição à mídia são fatores que impedem a literacia familiar.

Em primeiro plano, a falta de estímulo por parte da família é um empecilho para a leitura na infância. Nesse sentido, em 1729, o Iluminismo consolidou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, a qual afirma que a família deve cooperar na formação dos filhos. Entretanto, observa- se que substancial parcela das famílias vai de encontro a esse direito na medida em que é indiferente à importância do hábito da leitura, o qual torna-se um grave problema no desenvolvimento das crianças.

Em segundo plano, a exposição à mídia é um impasse para a literacia familiar. A esse respeito, segundo o filósofo Adorno, a mídia manipula o comportamento do indivíduo, visando o lucro. Diante disso, a exposição precoce das crianças a mídia tem como resultado a alienação, a qual prejudica a formação do senso crítico, que é essencial para a leitura. Dessa maneira, enquanto a alienação for a regra, a leitura será a exceção. Fica evidente, portanto, a necessidade de inserir o hábito da leitura na infância.    Para tanto, cabe ao Ministério da Educação promover palestras nas escolas, por meio de debates com psicólogos e professores, para mostrar para as famílias a importância da leitura, a fim de torna-se parte do cotidiano infantil. Além disso, cabe a escola distribuir livros e promover momentos de leitura na sala de aula, para gerar o interesse pela leitura e, conscientemente contribuir na formação do senso crítico. Desse modo, a leitura fará parte do cotidiano das crianças gradativamente no Brasil.