A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 14/11/2020

Em conformidade com o sociólogo Émile Durkheim, a família é crucial para a formação do indivíduo, posto que esse círculo é a base para socialização. Sob tal ótica, uma vez que o ambiente familiar influencia o desenvolvimento infantil, nota-se a importância de debates acerca de pautas educativas, já que a literacia, enquanto veículo do alcance da sabedoria, potencializa a liberdade de pensamento na infância. Contudo, é fato que, na realidade brasileira, há um descuido parental quanto à fomentação da prática literária, de modo a evidenciar uma profunda problemática no Brasil contemporâneo.

De início, é lícito abordar a relevância da promoção familiar no acesso ao conhecimento para as crianças, tendo em vista o poder de observação crítica obtida nos livros. Sobre isso, no século XVIII, o Iluminismo, movimento racional, propiciou a dissolução do governo autoritário da Idade Média, juntamente à “Enciclopédia”, livro científico que democratizava a razão. Nesse sentido, observa-se o valor do ato da literacia na infância, dado que a didática, presente nos instrumentos científicos, gera a liberdade e a autonomia em uma conjuntura coerciva, as quais evitam a manipulação comportamental, questão bastante suscetível nas crianças, cuja inocência, ainda, é encontrada. Enfim, o estímulo familiar a respeito da pauta da leitura é essencial para o pleno desenvolvimento humano, o que estabelece a soberania intelectual.

Por outro lado, o desinteresse de famílias no que se refere à viabilização da literacia é uma ação nociva ao crescimento humano, fato que é intensificado em virtude da modernização. Vinculado a tal concepção, o processo de Globalização, aliado ao consumismo hodierno, acarreta a carência de exemplares educacionais no cotidiano, já que a intensa utilização dos aparelhos eletrônicos distancia os livros da rotina do público infanto-juvenil. Quanto a isso, o descuido diante do debate literário resulta o desinteresse das crianças pela busca do conhecimento, o qual inibe a capacidade analítica e, consequentemente, o exercício cidadão, haja vista que a sabedoria é primordial para o funcionamento na coletividade. Destarte, providências são fulcrais para mitigar os entraves supracitados.

Faz-se elementar, por fim, medidas que proporcionam a valorização da literacia familiar em debate no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Educação, com apoio das famílias, incentivar o conhecimento para as crianças, por meio de programas literários, que serão realizados em todas as redes de ensino do país, a fim de promover a leitura e desenvolver a criatividade de ideias desse círculo. Além disso, compete à mídia alertar a pertinência dos livros para a formação social, por intermédio de anúncios nos veículos de informação, com o fito de reduzir a dependência tecnológica das crianças e aproximar a leitura dos debates familiares no Brasil.