A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 14/11/2020
No filme “O menino que descobriu o vento”, é retratado o cotidiano de Willian, garoto africano que utilizou a leitura como ferramenta de mudança e superação da desigualdade social. Hodiernamente, fora da ficção, embora a sociedade brasileira reconheça a importância da educação, o hábito de ler e escrever é uma raridade entre as famílias do país, haja vista sua relação com aspectos culturais e com o estilo de lecionamento ministrado na nação. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas para solucionar esse atraso ideológico.
Em primeiro plano, de acordo com o sociólogo Émille Durkheim, o “Fato social” é caracterizado como o conjunto de mecanismos e aspectos culturais que regulam a vida comunitária. Desse modo, apesar da literacia estar presente em algumas famílias, sua expansão é dificultada, na maioria das vezes, por aspectos culturais. Esse fato é elucidado pela mentalidade dos brasileiros que, desde à tenra idade, não valorizam os hábitos da leitura e da escrita, considerando essas ações pouco produtivas e restrita a intelectuais. Nesse sentido, é notório que essa conjuntura evidencia um impasse, a medida que a tese de Durkheim é consolidada e, sem a leitura, os indivíduos tornam-se manipuláveis, o que coloca em risco os seus direitos e o progresso nacional.
Ademais, segundo o ativista político Nelson Mandela, “A educação é uma das principais ferramentas para mudar o mundo”. Diante dessa máxima, embora o ensino brasileiro possua estreita relação com progressos científicos e individuais, fragilidades sistêmicas na sua aplicação, reforçam estereótipos e visões deturpadas. Sendo assim, ao tratarem a leitura de livros e a escrita de textos como ações penalisatórias por comportamentos errôneos, o corpo docente fomenta uma aversão a essas atividades, o que se perpetua ao longo das gerações e dificulta a literacia familiar. Nessa ótica, a defasagem no que se refere à educação brasileira reverbera as atuais complicações , em que o Brasil torna-se atrasado e sua população é pouco instruída, seja politicamente, seja socialmente.
Portanto, com o intuito de solucionar esse quadro, o Governo Federal, na figura do Ministério da Educação, deve reavaliar o estilo de ensino oferecido nas escolas do país, mediante a reformulação de preceitos e ideologias defasadas, através da valorização da leitura e da escrita, atuando por intermédio de sarais poéticos, simpósios e debates, para que, assim, a literacia seja valorizada entre as famílias e a sua efetivação contribua para o progresso do Brasil,