A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 14/11/2020
Um país se faz com homens e com livros!
O conceito de “literária familiar” está relacionado com o começo do costume da leitura na fase infantil dos indivíduos. Nesse aspecto, o desempenho escolar deles, paulatinamente, é melhorado, o que é essencial nos bons resultados acadêmicos na fase adulta. Todavia, essa realidade, infelizmente, está distante dos mais pobres, tendo reflexos negativos no âmbito profissional e, sem dúvidas, no âmbito social desses cidadãos brasileiros.
De início, é importante ressaltar que, em princípio, as desigualdades econômicas e sociais presentes no Brasil são frutos de uma precária educação intelectual vivenciada pela população pobre do país. Isso ocorre porque o mercado de trabalho exige cada vez mais dos trabalhadores aperfeiçoamentos técnicos e escolares, os quais são adquiridos principalmente no ensino superior. Porém, segundo dados elaborados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente 3,4% da camada menos abastada da população tem acesso a tal escolarização, já que são poucos os que conseguem ter a primazia racional de adentrar em cursos de graduação, por exemplo. Dessa maneira, os mais valorizados e os mais bem pagos empregos, lamentavelmente, continuam sendo oferecidos aos mais favorecidos financeiramente, que têm entrada no ensino superior, o que potencializa as discrepâncias econômicas e sociais da nação.
Entretanto, a prática da literacia familiar pelas famílias pobres pode contribuir positivamente na capacitação cognitiva das crianças desses respectivos grupos sociais. Para ilustrar a importância disso, já dizia o escritor Monteiro Lobato que “um país se faz com homens e com livros”. Nesse contexto, o fomento do hábito da leitura pelos pais aos filhos promove o cultivo de conhecimentos e habilidades matemáticos, científicos, linguísticos e culturais, os quais são fundamentais no desenvolvimento da inteligência, da lógica e da memória infantis. Dessa forma, é evidente que, futuramente, esses indivíduos, prioritariamente os carentes de riquezas, terão facilidades em ingressar no ensino superior e, consequentemente, garantir um ótimo posto de trabalho.
Diante do exposto, para concretizar tal conjuntura promissora, cabe ao Ministério da Educação (MEC), mediante a atuação de todas as Secretarias Municipais de Educação, disponibilizar aos pais, pertencentes aos grupos sociais menos favorecidos, manuais práticos e impressos de iniciação à prática da leitura infantil, com o objetivo de eles engajarem os filhos menores de idade na alfabetização e na educação literária. Assim, tal medida será crucial no futuro acadêmico dessas crianças, o que, com efeito, será benéfico no combate aos privilégios restritos à elite econômica nacional.