A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 20/11/2020
A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede, Carlos Drummond de Andrade. O que vai ao encontro da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, a qual constatou que o brasileiro lê, em média, cinco livros por ano. Nesse sentido, a literatura familiar pode ser uma ferramenta para incentivar e aumentar o número de leitores. Logo, o envolvimento da família é importante para o hábito da leitura.
Primeiramente, a leitura melhora o desenvolvimento cognitivo e contribui para a construção crítica do conhecimento. De acordo com a pedagoga Cláudia Onofre, a criança que é incentivada a ler possui maior sociabilidade e criatividade, além de auxiliar no desenvolvimento escolar. Ademais, a literatura possibilita conhecer outras culturas e costumes, o que por sua vez, contribui para a formação de indivíduos tolerantes ao diferente e preocupados com a sociedade como um todo.
Entretanto, parte da população não tem o hábito de ler seja por falta de tempo, o preço de livros, revistas e jornais, ou por que não sabem ler. A Secretaria de Alfabetização do Ministério da Educação elaborou o programa “Conta pra Mim”, com o intuito de mudar essa realidade do pais ao incentivar a literatura familiar. Esse projeto não só permite o acesso a várias obras, como também auxilia no diálogo familiar, independente da renda ou escolaridade. Além disso, a disponibilidade de livros digitais e livros em libras ampliam o acesso a leitura e aumentam o interesse dos jovens e das crianças.
Portanto, a sede por essa fonte inesgotável de prazer deve ser incentivada. Para isso, as escolas podem implantar um projeto de incentivo a leitura familiar, uma ampliação do “Conta pra Mim”, com participação dos pais por meio de encontros semestrais. Esse projeto deve ser elaborado por profissionais adequados a fim de ajustar o conteúdo a cada faixa etária e esclarecer quanto a importância da literatura. Pois como disse Mario Quintana, os verdadeiros analfabetos são os que sabem ler e não leem.