A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 22/11/2020

Em 1808, a família real portuguesa chegou ao Brasil e trouxe consigo diversos investimentos, sendo um deles no âmbito cultural com a criação da Biblioteca Nacional Brasileira. Todavia, essa chegada, apesar de muito importante, foi muito tardia, impedindo que diversas gerações tivessem acesso à literatura e escrita. Com o avanço tecnológico, os livros se tornaram mais acessíveis, sendo presentes em forma física e virtual, mas o gosto pela leitura não cresceu na mesma proporção, e, por isso, é necessário que a literacia familiar seja realizada, contribuindo ainda para a formação de uma geração mais culta e sensata.

Em primeiro plano, a cultura de se ler um livro foi deixada de lado por falta de interesse e precisa ser resgatada. Isso se comprova com o pensamento do filósofo grego Pitágoras de que é necessário educar as crianças para que não seja preciso castigar os homens. Nesse sentido, observa-se a necessidade de se incentivar as crianças à leitura e a escrita, adaptando-as e e gerando nelas interesse próprio, mesmo que de maneira inconsciente, antes de dormir ou oferecendo recompensas, visando que elas convivam por toda a vida se apropriando dessa forma de cultura.

Ademais, a prática da literacia familiar é essencial na formação dos futuros cidadãos do mundo, sendo esse um investimento em uma geração mais culta e sensata. Essa situação é ilustrada com a ideia do ex presidente africano Nelson Mandela, de que a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo; e, diante disso, nota-se que a base para se transformar o Brasil em um lugar melhor é a leitura, o que demonstra a importância de que ela seja incentivada desde a alfabetização por intermédio dos responsáveis.

Sendo assim, fazem-se necessárias ações governamentais de apoio à literacia familiar. A princípio, o Ministério da Educação deve, por meio da rede nacional de televisão, ofertar palestras com pedagogos que expliquem o quão importante é a leitura e a escrita na vida das crianças, encorajando os pais e apontando maneiras de realizar e atrair “os pequenos” à prática da vivência disso, para que assim, o gosto pela leitura se desenvolva desde a infância. Além disso, cabe às prefeituras, por intermédio de parcerias com gráficas literárias, fazer bazares de venda e troca de livros a valores simbólicos, sem visar lucro, com a presença de professores que mostrem o quanto uma sociedade se desenvolve com o acesso a literatura, para que dessa maneira, os responsáveis notem que o investimento de tempo na literacia familiar trará resultados importantes a nível mundial e a realizem. Assim, diferentemente do Brasil, todos os indivíduos terão acesso a leitura e escrita de forma antecipada.