A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 05/12/2020

Desde a invenção da escrita, nenhuma criação foi tão importante quanto a internet, pois as informações perdem o meio físico e ganham agilidade em sua propagação. Contudo, essa forma muitas vezes é superficial e tira o hábito da leitura tradicional e de seus benefícios, “atrofiando” a criatividade e o desejo pelo conhecimento. A diminuição dessa prática se deve principalmente pela falta de infraestrutura de escolas e de incentivo familiar. Em vista desse quadro, para uma sociedade pautada na busca do aprendizado, são imprescindíveis a estruturação de escolas e o estímulo das famílias.

É preciso entender, primeiramente, a importância da leitura para a formação do cidadão. De acordo com o filósofo Paulo Freire, “a educação não transforma o mundo. A educação transforma pessoas. Pessoas transformam o mundo”, evidenciando que a partir do conhecimento o indivíduo muda seu jeito de se relacionar com o mundo, podendo tornando-o melhor. Dessa forma, para um âmbito social mais harmônico, é primordial uma inclusão cotidiana da leitura.

Entretanto, esses benefícios são negados por barreiras estruturais que impedem que o hábito da leitura seja propagado. A prática da leitura deve nascer na infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo prazeroso, sendo responsável por esse incentivo os agentes formadores: escola e família. Todavia, a falta desse hábito está enraizada e é refletida estruturalmente na falta de estrutura escolar e nas famílias que não reconhecem a importância e não estimulam sua prática. Logo, é essencial uma preparação de professores e livros que sejam interessantes para iniciar esse hábito.

Portanto, percebe-se que para uma sociedade que goze dos benefícios da leitura e que seja mais informada e crítica são necessárias reformas estruturais e de mentalidade popular. Para isso, o Governo - representado pelo Ministério da educação - deve focar nessa prática por meio da preparação de professores e obtenção de livros que sejam interessantes para iniciar esse hábito. Ademais, a família e as escolas devem promover projetos de que visam a prática como palestras e leitura em grupo. Feito isso, poderá se caminhar para uma maior homogeneidade nas relações sociais e para a transformação descrita por Freire.