A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 23/11/2020

Segundo a Constituição de 1988, a educação é um direito de todos, e é dever do Estado e da família promovê-la. Entretanto, isto não condiz com a realidade brasileira, tendo em vista a falta da literacia familiar. Nesse sentido, é necessário um olhar crítico em virtude da desigualdade socioeconômica e a falta de investimentos nas áreas mais pobres do país.

Em primeiro plano, é mister se atentar ao impacto da desigualdade na  literacia.  Observa-se que a prática de leitura e escrita vivenciada entre pais e filhos é fundamental para o desenvolvimento da criança como cidadão. No Brasil, infelizmente, tal ato é elitizado, tendo em vista a proposta de agosto de 2020, acerca da tributação sobre livros, que os tornam ainda mais caros e, por conseguinte inacessíveis à população de baixa renda. Tais condições privam o acesso à educação e cultura.

Ademais, o problema cria terra fértil na falta de investimento em âmbito educacional e a indisponibilidade de materiais. O documentário “Pro dia nascer feliz”, mostra o sucateamento de escolas periféricas em comparação as escolas elitizadas. Certamente, essa diferença também se dá na literacia, levando em consideração a falta de livros nas escolas públicas e a falta de propostas para levá-los para o plano familiar. Ora, se um governo se omite diante de uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua continuação.

Logo, medidas são primordiais para superar o Impasse. O governo através do Ministério da Educação deve, por meio de um projeto de lei a ser entregue a Câmara dos deputados, promover a construção de bibliotecas públicas em áreas mais pobres do país, afim de que a população tenha acesso gratuito aos livros. Espera-se, assim, que o Estado e a família promovam a educação através da leitura e por consequência o firmamento da literacia familiar no Brasil.