A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 23/11/2020
De acordo com o escritor austríaco Stefan Zweig, autor da obra “Brasil, País do Futuro”, escrita em 1941, as qualidades brasileiras são notáveis ao ponto do país ser sinônimo de progresso. Entretanto, já no século XXI, a projeção do autor não é a encontrada, sobretudo no setor da presença literária no desenvolvimento familiar, o que expressa a supressão da expressão opinativa da criança. É possível aifrmar que não só a ênfase à cultura do enfoque visual, mas também a não participação familiar na vida infantil fomentam o status quo contemporâneo: a decadência da percepção infantil.
Inicialmente, com os avanços técnicos advindos da 3ª Revolução Industrial, o controle óptico humano foi explorado com imagens em televisores, jogos virtuais e a onipresença do smartphone. Assim, a imaniganção imagética é colocada em xeque a uma simples captação de estímulos do meio em novelas, filmes dublados e, em síntese, na não presença da leitura. A priori, é inadmissível que o período em que aflora os mais diversos pensamentos sucumba a uma alienação cultural Hi-Tech.
Ademais, é preciso dizer que a principal responsável pela formação individual é a família e, portanto, como se vê na conjuntura atual, também é a principal responsável pela ineficácia da formação pessoal. Isso se corrobra no resultado nada satisfatório do Brasil na prova do PISA, o qual constou que brasileiros ricos são piores leitores do que estudantes pobres de países desenvolvidos. A partir desse ponto de vista, a negligência familiar para com a criança conflui para resultados como o citado — um verdadeiro desperdício de ideias juvenis.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com instituições de ensino, realizar a conscientização em massa por intermédio de palestras educativas e camapnhas publicitárias acerca não apenas da importância literária para a construção do pensamento infantil, mas também sobre as orientações de controle temporário para uso tecnológico na infância. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria significativa na competência leitora e, dessa forma, uma formação de cidadãos mais conscientes e críticos.