A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 23/11/2020
As consequências da Literacia Familiar no Brasil
Segundo a psicóloga Talcott Parson, a família é a máquina responsável pela produção de personalidades humanas. Logo, sem sua presença, a formação da personalidade e do caráter são afetados. Esse pensamento pode ser aplicado no âmbito da Literacia Familiar, que sem receber sua devida atenção, pode gerar problemas indubitáveis. Como a insensibilidade de valores coletivistas e a falta de pessoas que queiram fazer a diferença.
É válido destacar que a criança que lê em casa é mais sociável, mais solidária e capaz de formar opinião. Já a criança que não teve a mesma vivência acaba entrando na ideia de Relações Líquidas de Zygmunt Bauman, em que os vínculos humanos têm chance de serem rompidos a qualquer momento, causando uma disposição ao isolamento social. Isso também enfraquece a solidariedade e estimula a insensibilidade em relação ao sofrimento do outro.
Tal situação de ascensão de valores individualistas em função do detrimento dos valores coletivistas gera a falta de pessoas que desejam fazer a diferença. Propagandas de produtos e matérias-primas individualistas geram mais comoção que questões sociais de extrema atenção, como a questão da fome e da pobreza. Vivemos em um mundo hoje em que o ter é mais importante que o ser.
Por conseguinte, é necessário que o Mec, juntamente com o apoio de familiares, influenciem as crianças a desenvolverem a linguagem, a leitura e a escrita vivenciados entre pais/cuidadores e filhos. Com o investimento na publicidade e em itinerários socioculturais, para que assim haja mais pessoas solidarizadas pelo coletivo, e propensas a tomar atitudes para o auxílio de questões sociais. Ocasionando assim, cada vez mais, pessoas formadoras de opiniões que desejem mudar o futuro. Pois, assim como Nelson Mandela acreditava, a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo.