A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 07/12/2020

Para o sociólogo e filósofo francês, Émile Durkheim, a família é a instituição social mais importante no desenvolvimento da socialização primária das crianças, principalmente por ser responsável pela interiorização de hábitos que os pequenos levaram por toda a vida, por exemplo: a prática da leitura . O incentivo à prática da ajuda em um amplo repertório literário que ajuda na construção do senso crítico do cidadão, todavia a ausência da participação dos responsáveis ​​no processo de alfabetização causa desânimo e traz dificuldades na aprendizagem das crianças. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Diante desse quadro, vale ressaltar que a leitura compõe a base para a formação cultural e social de um cidadão, assim ele pode reconhecer o seu poder de mudança no meio social em que está inserido. Na obra “Violência simbólica” de Pierre Bourdieu, o sociólogo deixa claro que: aquele que possui maior repertório cultural e, consequentemente, intelectual está tendenciado a estar acima socialmente e o exercer uma violência simbólica sobre os demais. Dessa forma, é necessário que exista um incentivo ao hábito da leitura, pois será possível exercer violência simbólica sobre os demais, assim como o autor falou.

Concomitante a isso, uma literacia familiar é prejudicada pela rotina rápida e exaustiva da sociedade moderna, além disso com o advento da Revolução Industrial e com a entrada da mulher no mercado de trabalho ocorrido, naturalmente, uma redução da participação dos responsáveis ​​na fase de alfabetização dos pequenos. Nesse sentido, não só se apresenta uma enorme preocupação, como também uma exigência familiar do ensino escolar, embora os papéis exercidos pela escola e pelos pais no período de aprendizagem não tenha a constante.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para que ocorra uma evolução no processo de alfabetização. Dessa forma, é dever do Estado garantir que todos tenham acesso aos direitos básicos da Constituição Federal, na qual o acesso à educação está incluso. Além disso, o Ministério de Educação com o auxílio da mídia deve divulgar o projeto ‘Conta para mim’, visto que o projeto incentiva a valorização da leitura no ambiente familiar. Como também, o MEC deve disponibilizar propostas que motivem os professores a realizar eventos didáticos com os alunos e familiares, para que se torne um incentivo aos alunos a ter o hábito da leitura.