A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 26/11/2020
No livro “ A República” de Platão, é retratado uma cidade utópica em que através de suas primícias e conhecimentos o filósofo grego rege a polis para seu triunfo. Nesse sentido, o autor magnifica a educação como base social, sendo a literacia de grande efetividade para corroborar nesse âmbito. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada distancia-se do cenário atual na participação familiar no letramento entre jovens e crianças que, gradativamente, perde-se força de interação ocasionado não só por condições socioeconômicas, mas também pela ineficiência de medidas do Estado.
Em primeiro lugar, vale destacar que, além de cultivar um vocabulário mais robusto, o letramento desenvolve habilidades cognitivas e sociais, o que condiciona indivíduos mais sociáveis e uma desigualdade com àqueles impossibilitados de usufruir dessa educação. Sob esse viés, segundo Levi- Strauss, a interpretação do adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como as relações e eventos históricos. Esse panorama auxilia na análise da acessibilidade e a participação familiar na literacia em questão no Brasil, visto que desde o período colonial no país, o acesso a educação sempre restringiu-se a uma pequena parcela social de alto poder econômico com incentivo e participação dois pais, assim, esse quadro perpetuando até hodiernamente.
Por conseguinte, a falta de efetividade estatal contribui para a mesmice da realidade do letramento familiar, uma vez que de acordo com a Escola de Frankfurt, todos os juízos perpetuam-se pela família, por essa representar uma entidade moral sob o indivíduo. Nessa ótica, o ser ao estar imerso nesse panorama e postergando a gerações futuras a falta de incentivo e acessibilidade, cabe ao Estado transmutar essa realidade ofertando ao cidadão, porém, em maior parte, os governantes atendem aos anseios sociais, e grande parcela social não exige uma mudança .
Conforme informações supracitadas, ficam evidentes problemáticas ao que trata-se á literacia familiar, sendo necessário intervenções. Logo o Ministério da Educação deve, através de dinâmicas escolares, realizar programas de pais e filhos ao que tange ao letramento, a fim de estimular a integração desses junto à literacia, outrossim, deve ofertar gratuitamente por meio de parcerias com bibliotecas, livros e jogos àqueles que apresentarem baixa renda, com o intuito de desenvolver habilidades cognitivas nos indivíduos. Desse modo, aproximará a realidade à cidade utópica de Platão.