A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 11/01/2021
No filme mãos talentosas, o protagonista, Ben Carson, é incentivado pela mãe a ler um livro por semana. Ao decorrer da trama nota-se que houve melhora signficativa na capacidade de racíocinio do menino. Saindo da ficção, sabe-se que a leitura é essencial na educação, porém, hodiernamente, não se tem dado grande importância à literacia familiar no Brasil. Diante disso, entre os fatores que impulsionam essa questão, pode-se citar: a falta de incentivo dos pais para com os filhos e o uso de tecnologias para distração.
Vale pontuar, inicialmente, que na contemporaneidade pais e responsáveis não têm incentivado as crianças a ler. Nesse viés, sabe-se que a Constituição Federal, promulgada em 1988, defende que a educação é um dever tanto do estado, quanto da família. Entretanto, um estudo realizado pelo site Brasil Escola revela que apenas 23% dos pais e responsáveis gastam tempo de qualidade com seus dependentes. Nesse contexto, percebe-se que há uma baixa porcentagem da população de pais que incentiva as crianças e adolescentes a adquirirem o hábito da leitura.
Além disso, a utilização de tecnologias - como celulares - com a finalidade de produzir entretenimento, intensifica a problemática. O documentário da Netflix - O Dilema das Redes - aborda um tópico sobre o vício que as redes sociais causam em crianças que têm acesso a estes. Nesse contexto, nota-se que a tecnologia pode se tornar um obstáculo importante na discussão da literacia familiar no Brasil. Então, torna-se imprescindível encontrar soluções para esses fatores.
Portanto, é imperioso que ações sejam realizadas para a resolução dessas questões. Nesse caso, é necessário que o Ministério da Educação invista em campanhas de conscientização a respeito desse assunto. Ademais, as famílias têm o dever de incentivar seus dependentes a serem mais ascíduos na leitura - sugerindo horários para utilização dos celulares e investindo em livros do interesse pessoal das crianças - com a finalidade de formarem indivíduos mais adeptos ao hábito da leitura. Dessa forma, mais famílias poderão influenciar positivamente seus filhos e dependentes, criando cidadãos mais interessados na leitura e nos estudos, assim como aconteceu na vida de Ben Carson.