A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 01/12/2020
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a importância da literacia familiar no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é contatado na teoria e não desejavelmente na prática. Desse modo, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela omissão governamental, seja pela desestruturação familiar.
A princípio, é indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Tal fato reflete nos escassos investimentos governamentais em livros e plataforma para que o aluno tenha recursos necessário ao estar fora do ambiente escolar, que fariam com que o estudante tivesse melhor desenvolvimento estudantil tanto na escola como em casa e devido a falta de administração e fiscalização públicas por parte de algumas gestões, isso não é firmado.
Outrossim, destaca-se a desestruturação familiar como impulsionador do problema. Nessa perspectiva, alunos não possuem a presença dos pais em momentos como, a resolução das tarefas escolares e leituras paradidáticas. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação muda as pessoas e essas mudam o mundo, com isso percebemos a necessidade das relações familiares como impulsionador de uma melhor educação.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa forma o Ministério da Educação (MEC) deve realizar ações e programas, promovendo o acesso a livros e plataforma de fácil entrada para que os estudantes possam ingressar juntos com os pais no conforto de casa. Além disso, deve instituir nas escolas, palestras ministradas por profissionais, que discutam a participação dos pais na vida escolar dos seus filhos, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.