A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 01/12/2020
Lúcifer é uma série de televisão norte americana que retrata a história do diabo tirando férias na terra. Em um de seus episódios, a psicóloga do seriado dá à luz a um bebe e fala para o seu marido sobre a importância dos pais lerem para o filho na primeira infância. Fora dos limites ficcionais e transpondo para a realidade, no Brasil, a literacia familiar não é entendida como crucial nos lares. À luz disso, torna-se imprescindível discutir sobre a negligencia parental como empecilho e o desenvolvimento intelectual da criança como benefício da problemática.
Diante do exposto, primeiramente, cabe analisar a ausência dos pais como fator responsável pela dificuldade de implementar a atividade em questão. Sob esse viés, posto que a sociedade vigente é movida pelo desempenho e as pessoas buscam cada vez mais superar metas, virando assim escravas do trabalho, como preconizou o filósofo sul-coreano Byung-Chun Han. Os pais deixam as atividades do lar em segundo plano, deixando também, a educação de seus filhos como responsabilidade somente da Escola, atitude errônea segundo especialistas. Consequentemente, a criança poderá sofrer atrasos na leitura e escrita. Por fim, a prática da literacia não deve ser somente pela parte dos professores, os genitores podem usar programas como o Conta para mim -iniciativa do ministério da educação- para inserir tal exercício na rotina da criança ou adolescente.
Em segunda abordagem, a importância do estímulo à literacia dentro de casa. Sendo os pais os primeiros tutores de um indivíduo, tudo o que eles ensinarem será absorvido rapidamente e poderá ser carregado para o resto da vida do cidadão. Segundo o filósofo britânico John Locke, a mente humana é uma “tábula rasa”, que tem sentido:folha de papel em branco. Para Locke, as crianças não sabem de nada e que todas as ideias que ela desenvolve foram de experiências que teve. Logo, implantando formas simples de aprendizado no lar, a criança se tornará um bom leitor, ajudará no desenvolvimento de potencialidades e na formação de um adulto crítico. Sob essa ótica, especialistas no assunto afirmam que iniciativas como a do MEC citada anteriormente, podem romper o ciclo da pobreza e superar vulnerabilidades sociais. Visto que a educação é uma poderosa ferramenta de libertação.
Em suma, medidas são necessárias para a valorização da problemática. Dessa maneira, a escola -formadoras do pensamento crítico- devem realizar palestras, juntamente com especialistas, com o fito de informar aos pais todos os benefícios da literacia familiar. Concomitantemente, a família -primeiro núcleo social do ser humano- deve reservar momentos do dia para estimular a leitura e a escrita, por meio de livros do gosto da criança, com o intuito de ser instaurado com eficácia na residência brasileira. Assim, dar-se-à o primeiro passo para abrandar esse cenário.