A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 14/12/2020

Literacia é um termo correlacionado ao hábito de leitura, que embora seja pouco usado no Brasil, é de extrema importância. Por certo, quando o sobredito é lincado com o pensamento de Kant, no qual ele afirma que o conhecimento é fabricado, torna-se notório a inter-relação. Desse modo, é necessário trazer dois pontos ao debate, sendo eles: a importância dessa prática, bem como os fatores que impedem uma execução efetiva.

A priori, é oportuno frisar que quando o costume de ler é introduzido, desde a infância, os impactos são extremamente positivos, a curto e a longo prazo. Sob tal ótica, convém ressaltar que para o empirista Francis Bacon quanto mais informações os indivíduos possuem, melhor é a humanidade. Logo, se for analisado a concepção da pedagoga Cláudia Onofre, dado que afirma sobre o resultado da praxe ser capaz de criar indivíduos mais criativos e perceptivos, que tenham um vocabulário amplo, além de ter maior facilidade de compreensão e tendência a empatia, formam pessoas humanizadas e bem preparadas para o mundo contemporâneo. Em suma, é evidente que os ideais do filósofo supracitado são extremamente coerentes, afinal uma sociedade que detêm os critérios citados tendem a ter ações menos egocêntricas e mais sociais.

A posteriori, vale salientar que devido o Brasil ter sido uma colônia de exploração, as atividades intelectuais foram pouco desenvolvidas, e certamente afetam a atualidade, que como afirma Karl Marx é historicamente construída. Todavia, por  mais que a literacia não tenha sido algo muito estimulado, alguns corpos sociais conseguiram desenvolver esse lado e, por consequência, se destacaram com o decorrer dos anos. Dessa forma, uma família que possui uma maior estrutura de como fazer, irá conseguir passar para seus entes, diferentemente dos demais. Segundo o diretor da Secretaria de Alfabetização do Ministério da Educação, uma família de classe baixa possuem um déficiteducacional, grande o suficiente para não conseguir mudar a realidade e nem mesmo ensinar, uma vez que muitos deles não são alfabetizados e se torna impossível fazer algo que eles mesmos não sabem. Em síntese, para efetivar o ideal marxista é preciso que as estruturas de ensino sejam alteradas de modo a alcançar a maioria.

Em face do exposto, é perceptível que o problema é complexo, mas existem maneiras de progredir. Primeiramente, é preciso que o Ministério da Educação, através de profissionais bem preparados, procure melhores formas de implementar o seu projeto ‘‘conta para mim’’, posto que sua efetividade de execução é baixíssima e desconhecida por muitos. Isso deve ser feito, com o intuito de trazer a literacia familiar como algo para todos, assim como os seus benefícios, que será essencial a sociedade.