A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 02/12/2020

De acordo com Sir Arthur Lewis, economista britânico, a educação é um investimento com retorno garantido sem nenhuma despesa. Enfatiza-se com essa afirmação a boa desenvoltura que crianças desde seis meses até a adolescência têm quando em seu lar há uma boa literacia familiar. Apesar disso, devido a pobreza no Brasil e a falta de alfabetização brasileira é erroneamente imposta a ideia de que familiares com pouco estudo e de classe social baixa não consegue e não há necessidade de ensinar seus filhos se não por meio da escola.

No livro “Pais brilhantes, professores fascinantes”, do escritor e psiquiatra Augusto Cury, é retratado a difícil arte de educar os alunos e discentes, descrevendo hábitos bons e ruins dos educadores, também como o papel da mente humana. Analogamente, observa-se que na sociedade brasileira é claramente difundida a ideia de que somente a escola tem o papel importante no aprendizado dos menores de idade o que dificulta a desenvoltura comportamental do indivíduo e diminui um bom relacionamento familiar. Dessa forma, a literacia familiar fica em segundo plano atrasando o ritmo com que uma criança pode evoluir social e afetivamente.

Conforme o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aponta, 90% do cérebro adulto possui desenvolvimento de um cérebro infantil. Sob tal ponto de vista, percebe-se que é no ambiente familiar que a criança precisa de estímulo para aprender a ler, pois essa instituição primária é a mais importante para incluir o indivíduo nas relações sociais. Desse modo, uma boa educação realizada pela família implica em uma melhor criatividade, desenvolvimento da capacidade cognitiva e em estudantes bem-sucedidos.

Conforme os dados supracitados, conclui-se que há uma necessidade de ampliar práticas educativas nos lares onde possuem crianças e adolescentes. É necessário, portanto, que o Ministério da educação juntamente com canais televisivos desenvolvam programas lúdicos interativos, criando programas onde as pessoas de um ambiente familiar possam interagir entre eles mesmos por meio de brincadeiras educativas e pequenas histórias que possam ser lidas cooperativamente possibilitando, então, uma ampla aprendizagem das capacidades cognitivas, do conhecimento morfossintático e da linguagem oral. À vista disso, a literacia familiar será amplamente difundida nos lares brasileiros e tendo a devida importância que merece.