A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 03/12/2020

A Constituição federal, em seu artigo 205, garante que a educação é um direitos de todos e um dever proveniente do Estado e da família, a fim de garantir a colaboração em sociedade e a clara formação dos indivíduos para exercício dos seus direitos. Entretanto, a realidade apresentada no Brasil se encontra distorcida, visto que a negligência estatal inviabiliza esse desenvolvimento dos jovens, devido à falta de acessibilidade aos livros e falta de incentivo da leitura no ambiente familiar.

Em primeira análise, cabe pontuar a importância da literacia familiar, já que seu desenvolvimento é crucial no aprimoramento do vocabulário e da imaginação, interações sociais, melhora na escrita, além de uma melhor interpretação da criança em relação à textos e outras obras literárias, que devem ser ensinadas pelos pais, auxiliadores nesse processo crucial do crescimento de seus filhos atuando como formadores de novas mentes dentro da coletividade.

Contudo, esse cenário não se encontra uniforme pelo país, onde algumas regiões como periferias não tem um acesso democrático aos livros e maiores centros como bibliotecas, que demonstram uma desigualdade econômica e do contraste na formação social e educacional, já que a literatura não é incentivada no ambiente familiar e também em grande escala. Ademais, essa invisibilidade traz consigo uma estagnação e um impasse para um desenvolvimento futuro, seja no domínio da escrita ou em ambientes escolares.

Em virtude dos fatos mencionados, é indubitável que a leitura tem papel essencial na construção do indivíduo e de seu caráter em sociedade. Nesse viés, cabe ao Estado, agindo em nome do Ministério da Educação, efetivar leis e projetos que viabilizem um maior incentivo da leitura em âmbitos familiares e regiões mais pobres, por meio da utilização da arrecadação de impostos para a construção de bibliotecas comunitárias em grande escala em periferias, que demonstrem os benefícios da leitura, a fim de compactuar num engrandecimento da estruturação psicossocial dos indivíduos.