A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 07/12/2020
Na obra ‘‘A menina que roubava livros’’ é retratada a história de Liesel Meminger, uma criança de 9 anos que vive na Alemanha nazista e busca na literatura o refúgio da guerra. Fora da ficção, no contexto brasileiro, o hábito da leitura, assim como na obra, se prova de suma importância nesta faixa etária. Entretanto, por não obterem tal costume desde cedo, geralmente devido a falta de incentivo familiar, essas crianças acabam por não desenvolver uma série de habilidades necessárias a vivência em sociedade. Desse modo, convém analisar a causalidade do impasse apresentado
Em primeira análise, pode-se citar a falta da literacia familiar-incentivo ao desenvolvimento de certas aptidões da criança tais como o hábito da leitura ou da escrita- como uma das principais causas do problema. segundo o escritor Carlos Drummond de Andrade, a leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede. Nesse sentido, no Brasil, o hábito da leitura é, segundo uma pesquisa da federação do comércio que afirma que mais de 70% dos brasileiros não pegaram em um livro sequer no ano de 2014, pouco difundido no corpo social, tal realidade se reflete na perpetuação do costume da leitura nas crianças, uma vez que, se seus familiares e responsáveis não possuem a prática de ler, dificilmente seus filhos desenvolverão tais virtudes. Uma prova disso é um levantamento feito pelo Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf) que sustenta que as mães são apontadas como uma das pessoas que mais influenciam no gosto pela leitura das crianças. Dessa forma, fica clara a necessidade de que haja um maior incentivo a leitura nas famílias brasileiras
Consequentemente, observa-se uma grande quantidade de indivíduos que acabam por ter seu desenvolvimento comprometido devido a falta de incentivo familiar. Sabe-se que a falta do estimulo correto do hábito da leitura pode acarretar diversos problemas como erros de ortografia, menor capacidade interpretativa, falta de informações de fatos e acontecimentos dos dias atuais, menor capacidade de argumentação, produção de textos sem coerência e coesão, dentre outros. Dessa forma, é notório pontuar que a grande quantidade de pais que não leem para seus filhos (mais de 63% segundo a fundação Itaú) há de ser urgentemente reduzida visando a solução da problemática.
É evidente, portanto, que medidas são necessárias para a solução do revés apresentado. Destarte, o ministério da educação e cultura (MEC) deve, por meio de verbas governamentais, criar um programa que, contando com a presença de responsáveis, vise a apresentação de palestras em escolas publicas e privadas que tenham como objetivo debater a importância da literacia familiar, para que assim possa-se observar um maior desenvolvimento infantil, e possamos rumar ao progresso.