A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 07/12/2020
Paulo Freire, educador e sociólogo brasileiro, acreditava que qualquer pessoa deveria ser um indivíduo ativo em sua educação e, portanto, via a alfabetização e a leitura como expoentes de cidadãos cada vez mais conscientes e participativos do processo educacional. O que se percebe, contudo, é uma grande deficiência literária entre as crianças e jovens, fruto da falta de incentivo à leitura e que aponta para a necessidade de um debate sobre a importância da literacia familiar. Além disso, deve-se destacar a participação da leitura no desenvolvimento psicossocial dos jovens, sendo, pois, essencial para uma formação saudável.
Em primeiro plano, vale ressaltar que as crianças, se não devidamente incentivadas, jamais adiquirão o hábito de ler. Nesse sentido, o romance “A Menina Que Roubava Livros” conta como a literatura, quando bem estimulada, passa a ser uma ferramenta de transformação na vida da protagonista, ao tornar-se um escape do horrores da Segunda Grande Guerra. Fora das páginas, o estímulo à esse hábito faz da alfabetização um processo lúdico e participativo, ao integrar o conhecimento gramatical aos interesses da criança. Logo, a falta da leitura pode acarretar em indivíduos com dificuldades ortográficas, de interpretação e em ampliar seus conhecimentos.
Outrossim, é necessário compreender que incluir livros no cotidiano ajuda no desenvolvimento psicossocial e da imaginação dos jovens. Nesse contexto, a série canadense “Anne com E” explicita como um livro pode se tornar companheiro de uma criança, ajudando-a tanto no processo de amadurecimento, quanto a aflorar sua criatividade. Dessa forma, a literacia familiar vai além do incentivo à alfabetização ao trabalhar aspectos da psiquê infantil, estimulando a imaginação e a independência educacional. Logo, a prática da leitura deve ser incetivada pelos órgãos governamentais responsáveis.
Considerando o exposto, medidas devem ser tomadas para tornar a literacia familiar um hábito nos lares brasileiros. Para tanto, o Ministério da Educação, em parceria com veículos de imprensa, deverá promover programas televisivos que instiguem a família e a criança a introduzirem os livros no dia-a-dia. Dessa forma, por meio de conteúdos curtos e lúdicos que contenham indicações literárias de fácil acesso ao público, será possivel fazer da criança um leitor ativo. Assim, corroborando Paulo Freire, cada vez mais os jovens serão participativos em seu próprio processo de aprendizagem e poderão ter acesso pleno aos benefícios da literatura.