A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 09/12/2020
Na obra cinematográfica “Capitão Fantástico”, é retratada a vida de uma família que, apesar de morar longe da área urbana, incentiva seus filhos a adquirirem o hábito da leitura e dos estudos. Fora da ficção, a literacia familiar está cada vez menos comum, já que os livros estão sendo substituídos por diversas tecnologias, além da falta de estímulo provinda da escola e dentro do próprio lar.
Mormente, vale ressaltar que, com o advento de inovações tecnológicas, os livros vem sendo abandonados. Consoante o físico Albert Einstein, é visível e assustador que a tecnologia ultrapassou a humanidade. Análogo a isso, hodiernamente, as crianças crescem rodeadas de celulares e vídeo games, sem estímulos para buscar pela literatura. Dessa maneira, atitudes, como a do Banco Itaú, de enviar livros infantis ao seus clientes, ajudam a melhorar essa situação.
Ademais, é imperioso salientar a ausência do incentivo pela leitura no âmbito familiar e escolar. No filme “Matilda”, a protagonista desde pequena se interessa por livros, apesar da falta de apoio parental. Todavia, nem todas as crianças demonstram desejo pela literatura, necessitando de um estímulo, que deve partir do colégio e dos responsáveis. Isso se deve pois, conforme o sociólogo Émile Durkheim, a escola é uma instituição essencial à formação individual.
Destarte, é indubitável a necessidade de mudanças. Cabe ao Ministério da Educação, juntamente à mídia, propiciar palestras e propagandas que busquem o incentivo à literacia familiar, por intermédio de professores e pedagogos, além da distribuição gratuita de diversos livros infantis e juvenis, principalmente entre a comunidades de baixa renda. Isso deve ser feito a fim de que os números de leitores brasileiros cresçam, influenciados desde a infância pelos responsáveis, criando o hábito de ler. Desse modo, o estímulo parental do filme supracitado será visto com mais frequência na sociedade.