A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 09/12/2020
“Uma nação se faz com homens e livros”. Na ótica de Monteiro Lobato, essa advertência é inquestionável, uma vez que a literacia torna-se benéfico à saúde mental e, sobretudo, uma atitude básica na formação dos indivíduos. Nessa perspectiva, percebe-se o Brasil com um índice deficitário nessa área, na qual a ausência de bibliotecas públicas e, por tabela, o absentismo de auxilio e incentivo à coletividade, destacam-se como um processo retrógrado. Ora, uma imagem de desleixo e omissão que apadrinha o futuro.
Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa temática. De acordo com a Constituição Federal, todos os indivíduos tem direito a educação de qualidade, todavia, o Governo não efetiva tal princípio, uma vez que a maioria das escolas de rede pública são precárias e não apresentam programas de incentivo ao letramento, assim, a deturpação no âmbito educacional impede que transformações sociais ocorram, haja vista, que para o educador Paulo Freire, se a educação sozinha não muda o olhar coletivo, sem ela tão pouco a sociedade muda. Logo, mostra-se um Estado ineficiente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é o papel apático da coletividade nessa esfera. A obra, “A menina que roubava livros”, retrata a história de Liesel Meminger, a jovem que se refugiava nos livros em pleno cenário da segunda guerra, uma atmosfera de medo e perseguição. Sob esse viés, nota-se hoje uma paisagem de comodismo com a literacia, em alguns casos, influenciados pelas mídias digitais, com isso os indivíduos liquidam o imagem de Liesel. Nesse sentido, é fulcral que a sociedade reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que nessa problemática o Estado deve aumentar os investimentos para esse setor, por meio de propagandas e feiras, como a Bienal do livro, que levem esse mundo até a coletividade e, por extensão, a ampliação de bibliotecas públicas, a fim de haver um olhar coletivo mais letrado e cultural. Ademais, os indivíduos precisam promover a tarefa de discussão acerca dessa temática, por intermédio de palestras educativas e, sobretudo, documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que a citação de Monteiro vire uma realidade brasileira.