A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 17/12/2020
A primeira infância, período de 0 a 6 anos, é o momento mais importante para o desenvolvimento linguístico e cognitivo de uma criança. Desse modo, o âmbito familiar tem papel primordial no aprendizagem e através de simples ações é possível despertar o interesse pela leitura, pela escrita, facilitando assim o processo de alfabetização e educação continuada. Ademais, infere-se que a literacia familiar consegue impactar o futuro das crianças brasileiras, principalmente aquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade social e condição econômica desfavorável. Portanto, cabe analisar os principais aspectos envolvidos nessa temática, assim como sua importância para o Brasil.
Em primeiro plano, a literacia evidencia-se como uma prática acessível, de baixo custo e que dispensa grandes avanços tecnológicos. Assim, por ser de fácil implementação deve ser inserida na rotina e praticada desde a período gestacional. Sob esse aspecto, através da promoção da leitura dialogada, da narração de histórias, da interação verbal, das brincadeiras interativas, dos jogos e das canções, os laços familiares se estreitam, o aprendizado é facilitado, e o interesse pela leitura, pela escrita e pela cultura é estabelecido. Assim, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. De fato, isso se faz verdade ao notar que os incentivos dados à prole na infância são transformadores e devem se iniciar no domicílio.
Cabe mencionar, em segundo plano, que a literacia familiar também é uma forma eficaz de combate ao analfabetismo. Segundo dados do IBGE, o Brasil possui cerca de 11 milhões de analfabetos e isso reflete nos altos índices de evasão escolar. Nesse contexto, um dos objetivos da literacia é um maior envolvimento dos pais na educação dos filhos e proximidade com o ambiente escolar, facilitando o aprendizado e processo de alfabetização da criança. Vale ressaltar, que esta prática já é realizada, com frequência, em famílias com maior poder aquisitivo, entretanto, com incentivo e instrução pode ser adotada por quaisquer cuidadores, independente dos níveis socioeconômicos. Sabe-se, portanto, que os benefícios perduram por toda à vida escolar e impactam até mesmo o desenvolvimento profissional, sendo capaz de diminuir o grande abismo social existente no país.
Depreende-se, portanto, que literacia familiar deve ser incentivada como forma de estímulo à educação. Cabe ao Ministério da Família e da Cultura, juntamente com o MEC criar Programas Educionais para promover maior proximidade entre os pais e as escolas. Realizar palestras e cursos, principalmente em comunidades carentes, divulgar nas mídias sociais as vantagens e as formas práticas de executá-la, ofertar e oferecer maior acesso a livros infantis em bibliotecas públicas. Desse modo, observa-se-ia uma melhoria da educação no Brasil e redução do analfabestismo.