A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 09/12/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, quando se observa a literacia familiar no Brasil, percebe-se que o ideal de More é constatado na teoria e não na prática. Nesse contexto, nota-se um grave empecilho, em virtude da precariedade do ensino nas escolas e a falta de preparo dos pais para ministrar tal prática.

Precipualmente, é fulcral que a ausência de medidas governamentais estejam entre as causas do problema. Essa conjuntura, segundo as ideias do pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população, entretanto, isso está em deficit no pais. De maneira análoga, a falta de investimento na educação, principalmente nos ensinos básicos, estimula o abandono futuramente dos alunos e sobrecarrega os pais para o além de auxiliar nos estudos mas sim ensinar o que não foi aprendido nas escolas, por falta de preparo e pouco incentivo dos professores.

Outrossim, destaca-se o despreparo dos pais para licenciar como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Segundo essa linha de pensamento, não é necessário apenas discordar do ensino imposto nas escolas, mas ter um preparo, experiência e didática para o ensino.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério da educação, em conjunto com os governadores, promova uma mudança na base comum curricular e capacites os professores, essencialmente do ensino fundamental, onde as crianças terão a base para os próximos anos de ensino. Assim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do ensino sem orientação profissional nos lares, e a coletividade alcançara a Utopia de More.