A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 12/12/2020

As artes integram as civilizações desde a Pré-História. Não diferente, a escrita cuneiforme - idealizada pelos sumérios- demonstra essa inerente do ser humano. Posteriormente, na Idade Média, a escrita foi canalizada pelo clero, impedindo as camadas populares ao acesso. Analogamente, Michael Foucalt, filósofo francês contemporâneo, problematiza o conhecimento como um instrumento de domínio. Hodiernadamente, esse tipo de segregação ainda é realidade do Brasil, e a literacia familiar mostra-se como possivel solução diante a desigualdede educacional do país.

De início, percebe-se a relação da leitura e o desenvolvimento pessoal. Por exemplo: Na série “Anne with an E”, distribuida pela Netflix, Anne  - a protagonista - carrega um ótimo histórico de leitura e, por conta disso, possui um vocabulário muito acima da média que favorece sua comunicação. Fora da ficção, profissionais apontam a relação entre o ato de ler e o de dialogar. Dentre eles, a pedagoga Cláudia Onofre, afirma que crianças que leem em casa são mais participativas na escola e possuem maior facilidade em compartilhar conhecimento.

Em acréscimo, vale pontuar o abismo entre as classes sociais no país. Exemplificando, para os iluministas, a sociedade medieval viveu uma espécie de treva, justamente por esse dominio da igreja- o que agravou a disparidades de desenvolvimento humano nos feudos. Ainda que, passado mais de cinco séculos, no Brasil, perpetua-se esse tipo de relação. Desse modo, as cotas universitarias para estudantes de escola pública, por exemplo, idicam uma luta de parte da nação pelo reconhecimento governamnetal  da inferioridade do ensino e suas consequências nas camadas mais pobres.

Portanto, ações como “Conta pra Mim” da Secretária de Alfabetização são essenciais para desvenciliar essa improporção. Não somente, mas que o Ministério da Educação gerencie a criação de centros comunitários nos bairros populares, através das verbas públicas para educação, e que estes sejam equipados com livros e cursos de literatura e redação, para que ocorra uma melhora no quadro de desigualdade educacional do país e no desenvolvimento infantil.  E assim, evitar que o poder (conhecimento) permaneça uma forma de dominar os mais pobres.