A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 14/12/2020

Cultivando a Liberdade

Jean Piaget defendia a absorção de conhecimento através das condições do meio em que se está inserido. Neste âmbito, é possível reconhecer a importância da literacia familiar como meio de construção intelectual crítica para crianças no Brasil, cuja desigualde é enfática e negligenciada pelo Estado.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) defende na educação infantil que a criança deve ser protagonista da sua própria história. Nessa lógica, o quanto antes o indivíduo entrar em contato com o campo das palavras, mais rápido se tornará um ser crítico. Consoando com Paulo Freire, que destacava a leitura como “prática de liberdade”. No entanto, passando a família a ser o primeiro alicerce do pensamento do cidadão, é necessário sanar a lacuna onde  mais da metade (51,2% ou 69,5 milhões) dos adultos não concluíram o ensino médio, segundo o módulo Educação da PNAD de 2019 divulgado pelo IBGE.

Outrossim, vale ressaltar que o Brasil não é um país leitor.  Segundo a pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, 44% da população não lê. Dementre, o Estado se abnega em interferir de maneira significativa, causando um desequilíbrio na aplicação da literacia familiar. Pois apesar dos programas que o governo federal oferece terem manuais, são falhos quanto a execução. Visto que uma parcela da população vê-se desistimulado e não capaz de interagir com a leitura.

Assim, cabe ao Estado a realização da literacia familiar no Brasil, através do projeto “Cultivando a Liberdade”, uma parceria do Ministério da Educação com organizações não gorvernamentais, como o Instituito Ayrton Senna, unindo famílias com especialistas da educação, como pedagogos e psicopedagogos, com o intuito de capacitar os pais para o desenvolvimento seguindo cada faixa etária. Dessa forma, as crianças terão uma maior formação intelectual e com isso poder de protagonizar seus próprios futuros.