A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 16/12/2020
A literacia familiar - incentivo a leitura no âmbito domiciliar - advém da Europa renascentista, com a invensão da imprensa por Gutemberg. Essa prática é importante para o desenvolvimento social e intelectual da criança. No Entanto, o que é realidade na Euroupa é utopia no Brasil, dado que, a desigualdade social e a desestruturação familiar apresentam-se como entraves na implantação desse projeto.
De início, a desigualdade social dificulta o contato de meninos e meninas com a leitura. Nesse sentido, na época do Brasil colônia, apenas a aristocracia - classe social formada por nobres- que tinha acesso aos livros e educação de qualidade. De forma semelhante acontece na atualidade, os mais abastados possuem condições favoráveis ao letramento, sendo assim privilegiados para evoluir intelectualmente, enquanto aos que vivem em situação de fome e miséria não têm essa opção. Dessa maneira, aos mais pobres a literacia familiar é uma realidade distante.
Além disso, o escritor Eça de Queiroz em sua obra - Primo Basílio - critica a instituição familiar moderna e revela suas crises e perda da função social. Certamente, muitas familias brasileiras contemporâneas exemplificam esse arranjo retratado por Eça, o que corrobora pra um ambiente desfavorável à leitura e a interação com os pais. Consequentemente, as crianças são desestimuladas a ler, e desenvolvem deficiências na fala e aprendizagem. Sendo assim, um meio prejudicial no desenvolvimento da criança.
Fica evidente, portanto,a importância da literacia familiar. Urge, que o Ministério da Cidadania torne acessível de forma igualitária a educação, por meio de minicursos gratuitos, a fim de viabilizar uma ascensão social para os mais pobres, como também que o Ministério da Educação - através das escolas - promova palestras para pais e reponsáveis ressaltando a importância da leitura na primeira infância. Assim, a sociedade brasileira será mais justa e igualitária.