A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 16/12/2020
A obra literária “A guerra que salvou a minha vida”, da autora Kimberly Brubaker, denota as contribuições da prática à leitura na vida das crianças no âmbito familiar. Entretanto, hodiernamente, percebe-se que esse ato, apesar de imprescindível, sofre com o seu sucateamento na realidade brasileira. Tendo em vista essa situação falha, é necessário o debate tanto da importância social quanto acadêmica que a literacia porporciona, além do seu entrave econômico.
A priori, o psicológo Jean Piaget aponta que o conhecimento se dá pelas descobertas que a criança faz no dia a dia. Altruísmo, socialização e linguajar rebuscado são algumas das habilidades que o indivíduo consegue adquirir por meio do hábito literário, como apresentado na obra “A guerra que salvou a minha vida”, a qual a personagem Susan corrobora com as descobertas “piajetianas” das suas crianças, influenciando-as pelo insetivo da leitura. Desse modo, é válido destacar a atuação dessa prática frequente no desenvolvimento empático e linguìstico, haja vista a assimilação por parte desses futuros cidadãos aos aspectos valorativos presentes em livros e textos lúdicos, que devem ser apredidos em suas residências, por intermédio dos pais, e aplicados nas instituições de ensino.
Contudo, apesar desse hábito ser benéfico para a formação do indivíduo como cidadão, é constantemente dificuldado para uma parcela vulnerável na realidade brasileira. A exemplo disso, o programa “Conta para mim”, disciplinado pelo Ministério da Educação, foi criado com o objetivo de disponibilizar livros digitais, de forma a influenciar a literacia no núcleo familiar. Controversamente, esse projeto não concerne às populações interioranas que, muitas vezes, não possuem acesso às mídias digitais. Tal situação deplorável além de ser contrária à Contituição Federal, de 1988, que garante a educação como direito civil ainda corrobora a elitização do acesso a livros, tanto físicos quanto digitais.
Destarde, urge que o Ministério da Educação, por intermédio de uma colaboração entre escolas e as instituições familiares, atue na criação do projeto “Literacia compartilhada”, de tal modo que essa ação coiba as pessoa mais vulneráveis socioeconomicamente, e com isso promova o compartilhamento rotativos de livros físicos e textos paradidáticos, afim de influenciar a literatura rotativa dessa parcela da população brasileira. Isso diminuirá gradativamente essa disparidade soicoeconômica, o que acarretará
assim, a ascensão social e linguística dos jovens brasileiros de modo que seja cumprido o direito civil da educação igualitária.