A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 16/12/2020

De acordo com Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que os cidadãos podem usar para mudar o mundo. Dessa maneira, notadamente, o ensino deve começar desde criança, com isso, nota-se a importância da literacia familiar no Brasil. Entretanto, muitas famílias não criam o hábito desde a infância, além, de muitos colégios não investirem na ajuda aos pais, criando jovens sem vocabulário robusto, menos sociáveis e criativos.

Em primeira instância, vale destacar que a falta de leitura é um fator cultural brasileiro, sendo um costume assimilado, primeiramente, no seio familiar. Consoante a David Hume, todo comportamento humano é criado por hábitos e costumes. Seguindo a linha de raciocínio do filósofo escocês, a família é a primeira influenciadora da criança, na importância de ler. Diante disso, os pais deveriam criar uma rotina de livros. Assim, a implantação da literacia familiar seria mais naturalizada no Brasil.

Em segunda instância, é de extrema importância as escolas ajudarem no ensino em ambiente familiar. Segundo a Arthur Lewis, educação nunca foi uma despesa, e sim investimento com retorno garantido. Analogamente, as instituições educacionais deveriam ter o contato com as famílias trazendo a importância da leitura para o filho. Nesse sentido, o aluno estaria bem mais preparado para a interação com outros colegas e no aprendizado no colégio.

Impende, portanto, que medidas sejam tomadas para que a importância da literacia familiar seja implantada no Brasil. Nessa perspectiva cabe ao MEC, com parcerias as escolas, promover uma comunicação ativa entre pais e professores, por meio de oficinas e mesas redondas sobre a importância da leitura ser utilizada na própria casa. É mister, também, colégios investirem em bibliotecas infantis, em que os pais podem pegar livros e depois devolverem para a instituição. Com isso, essas iniciativas tornam a educação uma arma mais fácil de mudar o mundo desde a infância.