A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 18/12/2020

No filme “A menina que roubava livros”, de Markus Zusak, o pai adotivo da pequena órfã Liesel Meminger lhe ensina a ler. Durante a narrativa, o autor aborda que a prática de leitura constante da jovem, ajuda Liesel a superar sua solidão, relacionar com o sombrio mundo ao seu redor e se nutrir da esperança de dias melhores. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade enfrentada pelos brasileiros está muito distante daquela mostrada no longa-metragem, visto que a literacia familiar, no Brasil, ainda é uma verdade muito distante. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela desigualdade social e pela escassez de recursos.

De início, não há como promover o contato com os livros em uma sociedade marcada pela fome. Durante o Brasil colônia, período histórico do século XVI, com o aumento da exploração e valorização dos escravos, o acesso à leitura e alfabetização de qualidade era destinado apenas aos aristocratas – organização composta pelos nobres-. Entretanto, tais influências não trouxeram benefícios para o desenvolvimento do país, uma vez que a pratica da leitura no cenário hodierno, ainda seja desigual e destinada a classes econômicas mais desenvolvidas.

Além disso, o escritor realista Eça de Queirós, em sua obra “O primo Basílio”, critica a instituição familiar moderna e revela suas crises e perda da sua função social. Nesse viés, seguindo a ideologia do escritor Eça, se torna evidente e claro que, lares desestruturados, alienação parental, dentre outros fatores do convívio familiar, formam crianças incapazes de perceber a importância da leitura e da alfabetização em terras tupiniquins. Logo, enquanto a escassez de recursos se mantiver, o Brasil será impossibilitado de ter uma cultura de leitores.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o entrave. Assim, o governo federal em parceria com órgãos midiáticos deve promover campanhas que enfatizem a importância da leitura, os benefícios da literacia e do apoio dos familiares nesse período. Detalhadamente, esse conteúdo deve ser publicado nas redes sociais e em propagandas na televisão. Desse modo, exemplos como o da personagem Liesel do filme “A menina que roubava livros”, serão maiores e o índice de desigualdade na leitura, menor.