A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 20/12/2020
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6o, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado na prática quando se observa a falta de incentivos e auxílios governamentais no que se refere à literacia familiar, fator esse que indiretamente acaba por dificultar a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa prerogativa, faz-se imperiosa a análise da omissão do estado e da desinformação da sociedade no que tange esse tema.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para conscientizar a sociedade acerca da importância da literacia familiar. Nesse sentido, perpetua-se uma sociedade que não possui o costume da leitura. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação e a alfabetização, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a falta de incentivos vindos de pais e responsáveis, que muitas das vezes não possuem tempo livre para incentivar o hábito da leitura de seus filhos, que comumente nem os mesmos o têm. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, atestou-se em pesquisas que os brasileiros leêm em média 2,43 livros por ano. Diante de tal exposto, percebe-se um enraizamento histórico da falta do acesso e enaltecimento da importância da leitura. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, em associação com os Governos Estaduais e Municipais, e com o auxílio do Ministério da Educação, por intermédio de palestras, propagandas e cartilhas, promova a conscientização da população acerca da importância da leitura. Desta forma, o Estado desempenharia corretamente seu “contrato social”.