A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 22/12/2020
A Constituição de 1988 assegura, em seu artigo 6°, o direito à educação a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa, não tem se manifestado com efetividade quando se observa a literacia familiar no Brasil, o que dificulta, dessa forma, a universalização desse direito social tão importante. Diante disso, vê-se que a negligência governamental e as relações liquidas favorecem esse quadro. Mantendo uma sociedade sem um senso crítico para evoluir.
Primeiramente, deve-se ressaltar a baixa atuação governamental em fomentar a prática da leitura familiar. Nesse sentido, sem o incentivo do Estado, em gerar o hábito desse tipo de leitura na população, esses, que na maioria das vezes não lêem, perpetuam com um ciclo de não leitores, visto que a criança não será incerido no mundo da leitura facilmente. Essa conjuntura, configura-se, segundo o pensador John Locke, uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos imprescindíveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país. Desse modo, é preciso que o governo fomente a literacia familiar, para ser possivel a universalização do artigo 6°.
Outrossim, é fulcral pontuar as relações superficiais como impulsionadora desse cenário da ausência da leitura no Brasil. Nesse contexto, de acordo com o sociologo Zygmund Bauman, devido a evolução gigantesca da tecnologia e do mercado, foi gerado uma sociedade individualista com relações fracas. Nesta lógica, é notório que a falta de leitura familiar advêm dessa convivência líquida, posto a falta de interesse da população em tais atos. Consequentemente, os jovens não adquirão habilidades advindas da leitura, como o senso crítico, e serão excluidos dessa sociedade competitiva, que preza por indivíduos cada vez mais capacitados. Portato, o Governo Federal deve agir para acabar com esse problema.
Em suma, é necessário ampliar a literacia familiar no Brasil. O Ministério da Educação deve incentivar os responsaveis, por meio de palestras e aulas que demonstrem os benefícios da leitura familiar para o futuro do jovem e da nação, e, ensinem esses adultos como inserir o mundo da leitura para as crianças, a fim de fomentar os hábitos da leitura nas famílias. Ademais, o Ministério da Cultura precisa criar a semana da família, o qual por meio de brincadeiras e gincanas, com intuito de estabelecer uma relação mais sólida que permita a realização da leitura coletiva. Assim,, a sociedade sera mais desenvolvida, em que o Estado desempenha corretamente o “contrato social”, tal como afirmava Locke.