A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 23/12/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. De fato, o cenário contemporâneo brasileiro caracteriza-se com uma implicação no que diz respeito à importância da literacia familiar. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar fatores como a formação familiar e a mudança na mentalidade social, além de explorar condutas conscientes por toda a população.

A princípio, considerando que o contexto do legado da família é um fundamento latente nas práticas literárias, deve-se destacar a necessidade de um maior engajamento sociocultural. Nesse sentido, observa-se que, diante de cenários globalizados, do imediatismo atual e, em particular, da influência midiática, é inegável a utilidade das experiências relacionadas com a linguagem, escrita e leitura entre pais e filhos. Afinal, segundo Immanuel Kant, filósofo prussiano, o ser humano é resultado da educação que teve.

Outrossim, outro princípio para a configuração da temática é a transição do intelecto societário. Para Émile Durkheim, sociólogo francês, “o fato social é a maneira coletiva de pensar”. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da convivência familiar, correlata com o contínuo hábito de ler e escrever, influencia vigorosamente o crescimento e o pensamento coletivo do indivíduo. Dessa forma, o estímulo ao letramento exige dedicação, não apenas dos setores educativos, mas também dos que devem garantir essa interação.

Portanto, mais do que um tema pertinente, a relevância da literacia familiar em debate no Brasil representa uma grande objeção. Para que avance, o Ministério da Educação, como setor governamental responsável pelo ensino geral, pesquisas e extensões do país, deve propagar a magnitude da leitura e afins para o desenvolvimento ético e, sobretudo, combater o abismo da desigualdade social entre as famílias brasileiras. Para tanto, por meio da valorização de profissionais públicos da educação para mediarem transformações e aconselhamentos socioeducativos, bem como da disponibilização de materiais didáticos gratuitos e adequados aos familiares, a fim de assegurar o progresso educativo e moral no Brasil. A partir dessas ações, espera-se propiciar melhores vivências informativas e comunicativas.