A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 24/12/2020
Desde os primórdios, o homem possui a necessidade da sapiência e, incansavelmente, busca pelo pleno conhecimento do meio em que vive. Em analogia, nos dias atuais, tal linha de pensamento continua incrustada na sociedade brasileira, na qual pode ser observada pelos novos meios de se obter ou aprimorar o saber o que, cita-se como exemplo a literancia familiar, que tem se mostrado cada vez mais importante e eficaz para a formação do ser humano desde sua infância. Dessa forma, debates sobre essa maneira de aprendizado são necessárias, tanto para minimizar a ignorância sobre tal assunto, quanto para incentivar a disseminação da educação no Brasil.
Em primeira análise, é evidente que a herança ideológica de desconhecimento social diante de assuntos educacionais conservou-se na coletividade e perpetuou até os dias de hoje. Nesse viés, de acordo com a pintura “O sono da razão produz monstros”, de Francisco Goya, a ignorância e a falta de estudos geram pré-conceitos e convicções distorcidas, representados pela sonolência, que os levam a atitudes errôneas relacionadas a determinado assunto. Em vista disso, o fato de grande parte da população ainda não saber a influência que a literancia familiar tem na formação da criança e sua importância, faz com que criem convicções deturpadas, como o pensamento de seletividade social, que proporciona tais oportunidades apenas para os mais privilegiados.
Em segunda análise, nota-se que a participação da família no auxílio aos estudos do discente abrange as possibilidades deste possuir maior facilidade na escola. Dessa maneira, como já dito pelo educador Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, uma vez que esta é a base, não só do desenvolvimento financeiro, como também do desenvolvimento social e que urge disseminações, como é o caso da literancia familiar, que visa, através dos responsáveis, incentivarem a criança nos estudos e na leitura. Destarte, nota-se que tal abordagem de aprendizado muda, de forma benéfica, a interação do homem com a sociedade e estimula, de forma direta, o interesse ao saber.
Logo, de acordo com os argumentos supracitados, é evidente que deve haver a colaboração de toda a população em prol da valorização desse novo modelo educacional. Sendo assim, o Governo Federal - principal agente que rege leis - deve intervir com investimentos em propagandas e palestras que possam direcionar e ajudar os responsáveis a como lidar com esse método, através de maiores verbas direcionadas ao setor educacional, e com a ajuda imprescindível dos pais e professores dando apoio aos discentes, para que haja a obtenção de bons resultados. Somente assim, pode-se quebrar nosso pensamento ignorante, e ajudar com a disseminação desse meio tão eficiente de estímulo aos estudos.