A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 24/12/2020

Durante a história da humanidade, a capacidade de ler era um diferencial que indivíduos de uma classe social dominante possuíam. Ao longo dos séculos, as noções de cidadania e direitos foram se difundindo, especialmente após a Revolução francesa, marco da expansão dos ideais iluministas. Essa tendência de universalização da leitura, por exemplo, ganha força com a globalização, em que os países, para preservação de boas colocações globais, investem em melhores índices de educação. No entanto, ainda se obervam falhas nesse processo e, nesse contexto, faz-se preciso analisar as causas que interferem no contato das crianças com textos e livros em casa e suas causas no Brasil.                     A principio, é necessário por em pauta a não valorização do hábito de ler em família como cerne do problema. No âmbito sociocultural, existe uma visão da literacia familiar restrita à parcela populacional de maior poder aquisitivo, ocasionando desetímulo por parte das população em vulnerabilidade social, as quais carregam essa ideia deturpada por culpa de um ineficiente processo do estado em democratizar o acesso à educação ao longo das décadas. Além disso, esse estrato populacional encontra dificuldade para a prática da leitura pois, em sua maioria, realizam jornadas de trabalho exautivas, inviabilizando a disponibilidade de tempo, colocando tal hábito em segundo plano. Corrobando essa ideia, o filósofo Bordieau, em sua teoria, evidencia a incorporação de uma prática em indivíduo através do contato, ou seja, o não contato resulta em uma não aplicação na vida dos seres        Em decorrência disso, pode-se observar a manutenção de um retrato social em que a parcela socioeconomicamente vulnerável sai prejudicada. No que diz respeito ao espectro educacional, o índice de evasão escolar nas escolas públicas, majoritariamente frequentado por essas pessoas, é maior do que em escolas privadas de alto custo, o que revela, além dos problemas oriundos do sucateamento dessas instituições, como a ausência da leitura na infância impacta na vida adulta. Aliado a isso, também pode-se atrelar o início precose do trabalho a este fato, haja vista a não criação de laços firmes e estímulo ao descobrimento da leitura ainda quando criança, acarretando numa frágil relação escolar. Segundo Durkheim, fato social é um pensamento que paira sobre a sociedade e os indivíduos tendem a absorvê-lo, isto é, para o ambiente em que o estudo é pouco apreciado, há tendência de perpetuação.     Entendem-se, portanto, entraves na literacia familiar. Para resolução, é nessecário a atuação do Superministério da família, por meio de verbas e planos, para criar o projeto “marque uma infância” o qual deverá contar com veículos de mídia atuando por anúncios publicitários, além de psicólogos para supervisionar e recomendar obras de acordo com as idades, de modo a incentivar a leitura para crianças através da tentativa de seus familiares de marca-las positivamente com um livro.