A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 04/01/2021

“Conhecimento é poder”, é uma das conclusões que o pensador empirista Francis Bacon chega em sua filosofia. Da mesma forma, o desenvolvimento intelectual que a literacia familiar gera é empoderador, no sentido de que o indivíduo adquire autonomia de aprendizado a partir dela. Infelizmente, o modelo de ensino fora de casa - nas escolas e universidades - não dá a importância que esse debate precisa, logo, no Brasil, tanto os pais quanto o Estado, preocupam-se mais em formar trabalhadores do que cidadãos autônomos intelectualmente.

Primeiramente, cabe esclarecer que “literacia familiar” refere-se - segundo à Política Nacional de Alfabetização - ao “conjunto de praticas e experiências relacionadas com a linguagem, a leitura e a escrita, vivenciada por pais (ou cuidadores) e filhos”. Assim, num país de constantes crises como o Brasil, o dinheiro e consequentemente o trabalho é prioridade familiar, o que deixa os pais sem tempo para interagir com os filhos, e fica evidente a incompetência governamental em promover estabilidade financeira aos cidadãos.

Em segundo lugar, deve-se entender a educação vinda de casa como parte de um ciclo, onde a escola fornecerá valores que voltarão ao lar. Dito isso, o governo é mesmo parcialmente culpado pela educação dada pela família à criança, visto que os pais também passaram pelo ambiente escolar no passado. Assim, é responsabilidade tanto dos cuidadores quanto das autoridades públicas, valorizar a literação do indivíduo.

Finalmente, a importância da literacia familiar está no empoderamento intelectual do indivíduo e na continuidade de tal conhecimento nas futuras gerações de brasileiros. Por isso, é tarefa do Estado garantir uma economia estável para os pais serem capazes de tirar a educação “caseira” de segundo plano, ao mesmo tempo que cabe aos indivíduos perceber que todo o conhecimento é comulativo, ou seja, à medida que o aluno tem contato com a linguagem em casa, constrói-se um ambiente externo de estudo mais sofisticado, findando na elevação da linha de educação básica.