A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 05/01/2021
Segundo a frase atribuída ao filósofo Francis Bacon, “Saber é poder”. Nesse sentido, infere-se a importância da literacia na vida de um indivíduo, a qual deve iniciar-se no meio familiar. Apesar disso, percebe-se uma negligência em relação a essa prática, motivada pela desigualdade econômica e pela presença ativa da tecnologia na vida das crianças.
Nesse cenário, sabe-se que um dos entraves à disseminação da literacia familiar encontra-se no ãmbito econômico. De acordo com o conceito de mais-valia do filósofo Karl Marx, o trabalhador é superexplorado ao passo que recebe pouco pelo seu trabalho. Nesse sentido, os pais, que deveriam promover o hábito da leitura aos filhos, precisam priorizar a geração de renda para a sobrevivência da família. Assim, a prática literária parental difere-se entre crianças financeiramente estáveis das instáveis por questão de prioridade.
Ademais, o mundo digital mostra-se uma grande ameaça ao hábito de leitura nas crianças. Como explica o filósofo Bauman, a tecnologia prejudica a capacidade do indivíduo de concentração e dedicação por longo tempo. Nessa lógica, quanto mais cedo o público infantil entrar em contato com o meio tecnológico, mais difícil tornará-se a introdução da literacia em sua educação, haja vista o desinteresse e a impaciência desenvolvidos com a praticidade e a multiplicidade da internet.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação promova campanhas de incentivo à leitura com os familiares em todas as escolas, públicas e particulares, por meio de projetos dinâmicos que contem com apresentações e recompensas, a fim de estimular o interesse das crianças e adoção da prática no cotidiano delas. Urge, também, que a família regule a utilização de eletrôncios e providencie a mudança dos hábitos dos filhos. Espera-se, com isso, garantir a superação dessa problemática.