A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 07/01/2021
O livro “A menina que roubava livros”, conta a história de uma garota que vivia na Alemanha, durante a segunda guerra Mundial, e via no roubo a sua única alternativa para ter acesso à leitura, devido á falta de apoio por parte da sua mãe adotiva. Fora da ficção a situação retratada não se tornou obsoleta, pois uma literacia familiar permanece deficitária no Brasil, em virtude da falha do poder público, associada às desigualdades sociais brasileiras.
Primordialmente pode-se destacar uma falha do poder público com o provedor principal de direitos fornecidos à população comum dos complicadores do problema. Haja vista que a Constituição brasileira, de 1988, prevê o direito à cultura para todos os brasileiros. Entretanto, este benefício verdadeiro sendo deturpado, em decorrência da ausência do acesso amplo aos livros por parte da população, o que ocorre por estes serem, em sua maioria, vendido e não estarem disponível de forma gratuita a todas as famílias, impedindo assim o sucesso da literacia familiar. Termo este atribuído ao conjunto de práticas direcionadas para o incentivo da literatura por parte dos familiares, à criança.
Ademais, as desigualdades sociais podem ser mencionadas como agravantes á problemática. Em razão do aumento da disparidade econômica anual ser crescente, o que impacta diretamente na distribuição de recursos, de acordo com cada classe social. Outrossim, em 2020 surgiu um projeto de lei, criado pelo então ministro da economia, Paulo Guedes, que findaria a imunidade dos livros, previsto na Constituição e idealizada pelo escritor Jorge Amado, aos impostos, implantando sobre eles uma líquota de aproximadamente 12%. Essa medida acirraria ainda mais as desigualdades sociais em relação ao acesso aos livros, pois aumentaria o valor de compra deles.
Destarte, torna-se evidente a necessidade da implantação de políticas públicas que visem a resolução dos empecilhos á literacia familiar. A partir disso, o Ministério da Cidadania deve administrar medidas voltadas para democratização do acesso aos livros, por meio da disponibilização de histórias para todos como famílias pertencente à programa sociais, e que se encontram em situação de vulnerabilidade, a fim de que a cultura da leitura seja difundida e adotada, por todo o país.